Todos Contra Todos

Esta semana terminei a leitura de “Todos Contra Todos: o ódio nosso de cada dia”, livro recentemente lançado pelo historiador e professor da Universidade de Campinas, Leandro Karnal. A seguir os pontos que me pareceram mais relevantes.

Ao longo de nove capítulos o autor procura desmontar o mito do “homem  cordial”, passado de geração a geração como parte da história oficial do Brasil, analisar a questão do ódio que sempre permeou a relação entre os homens, e questionar os efeitos e os perigos da intensa polarização que se pode observar na política brasileira atualmente.

Já no primeiro paragrafo do livro, Karnal coloca em xeque a visão da história que nos é ensinada desde os bancos escolares.  Escreve ele: ”O quadro pintado é idílico. Somos uma terra sem terremotos e furacões. Sem guerras civis nem fundamentalismos extremados que levam a genocídios. Somos pacíficos. Não violentos. Não somos agressivos. Não odiamos. Não somos preconceituosos. Não somos racistas. Esse quadro não resiste ao teste da história.” [Karnal, Leandro. Todos contra todos: O ódio nosso de cada dia (Locais do Kindle 160-162). Leya Brasil. Edição do Kindle.]

Enquanto a libertação dos escravos nos Estados Unidos provocou uma guerra civil que, de acordo com as melhores estimativas, custou a vida de 1.030.000 pessoas (3% da população daquele país na época), por aqui bastou a assinatura de uma lei pela princesa Izabel. Segundo a história oficial nunca houve guerra civil nestas terras, ignorando as inúmeras revoltas e convulsões internas que ocorreram durante o Império e a República. Para lembrar algumas destas lutas internas: Cabanada (1835-1840, Pará), Sabinada (1837-1838, Bahia), Balaiada (1838-1841, Maranhão), Revolução Farroupilha (1835-1845, Rio Grande do Sul), a revolta de Canudos(1896-1897, Bahia), a revolta do Contestado (1912-1916, Paraná / Santa Catarina), a Revolução de 32, etc. Ou seja, temos uma história pontuada por lutas internas.

A ideia do brasileiro como “homem cordial” foi difundida   e incorporou-se ao imaginário popular com um sentido bem diferente daquele que Sergio Buarque de Hollanda lhe emprestava em “Raízes do Brasil”. Aquele autor queria dizer que o homem cordial age guiado pelas emoções, que tanto podem ser positivas como negativas.

Após discutir  o mito da não violência, Karnal propõe uma interessante discussão sobre a tendência de diminuirmos e piorarmos os fatos históricos, tomando como exemplo a ideia recorrente de que fomos colonizados por degredados e gente da pior espécie, que Portugal enviava para o Brasil. Na realidade, vieram para o Brasil pessoas de todas a classes sociais,  inclusive bacharéis, professores e intelectuais.

De forma semelhante, Karnal questiona o mito de  que não somos racistas, mostrando que o racismo no Brasil existe e  assume a forma insidiosa de uma prática social que faz com que suas vítimas se sintam elas mesmas inferiores e, portanto, aceitem as praticas racistas como naturais, ou seja, “conheçam o seu lugar”.

Concluindo que somos, ao contrário da imagem que fazemos de nós mesmos, um povo  violento, racista, preconceituoso e que sente ódio. Karnal faz uma longa análise sobre a questão do sentimento de ódio, suas bases psicológicas e seu uso político. A questão do preconceito contra mulheres, negros, homossexuais é apresentada. Diz o autor:” Mas não posso dizer que negros são inferiores, porque, além de obviamente ser falso e de ser uma idiotice, essa é uma maneira de incitar o ódio. [Karnal, Leandro. Todos contra todos: O ódio nosso de cada dia (Locais do Kindle 612-613). Leya Brasil. Edição do Kindle.]

E continua adiante: “Não tenho direito ao preconceito. Isso não só tem que ser reprimido como criminalizado para que as pessoas entendam que racismo, misoginia, homofobia ou demofobia (desconfiança do povo), todos constituem gestos de ódio. Esse gesto de ódio institui a violência real.”[Karnal, Leandro. Todos contra todos: O ódio nosso de cada dia (Locais do Kindle 619-621). Leya Brasil. Edição do Kindle.]

Neste ponto tem-se a impressão de que Karnal gostaria que qualquer manifestação de preconceito fosse proibida, ou criminalizada. A questão que se coloca é como definir exatamente o que é preconceito, quando ele se transforma em discurso de ódio e até que ponto deve a liberdade de expressão ser restringida para combater o preconceito e seus derivados. Um destes subprodutos do preconceito é o  chamado  discurso do ódio (em inglês, “hate speech”). O discurso do ódio, é aquele que visa a disseminar e promover o ódio em  função  da  raça,  religião,  etnia, nacionalidade, gênero, orientação  sexual,  etc.

A Constituição de 1988 não menciona os crimes de ódio e requer apenas a criminalização da prática do racismo. Não há qualquer restrição à expressão do discurso do ódio que possa ser imposta com base na Constituição; casos concretos devem ser levados à justiça. E de certa forma é bom que assim seja, pois quando se inicia um processo de restringir a  liberdade de expressão não se sabe onde ele vai parar.

Darei três exemplos para que o leitor analise o que deveria ser feito em cada caso.

1)      O livro “The Bell Curve”, de autoria de Richard Herrnstein e Charles Murray, dois professores da renomada Universidade de Harvard, publicado em 1994, traz os resultados de um amplo estudo que, segundo os autores, comprova que os negros tem o quociente de inteligência menor  que o dos brancos. (Para verificar porque todas as conclusões apresentadas neste livro são falsas, veja este documento e as referências nele citadas. Para uma discussão mais ampla sobre o mau uso da ciência a favor do racismo e do preconceito,  leia “The Mismeasure of Man” de Stephen Jay Gould.)

2)      A assembleia anual de uma denominação cristã fundamentalista divulga a seus 2.000.000 de membros um documento que condena severamente o homossexualismo, afirmando com base em Ro 1:25-32  que: (a) a prática de atos homossexuais representa uma condenação certa ao inferno; (b)  o que se pode esperar dos que praticam tais atos é “injustiça, malícia, cobiça, maldade, inveja, homicídio, contenda, dolo, malignidade”, e; (c) essas pessoas são “murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes ao pais; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, sem misericórdia.”

3)      Uma comunidade de índios do grupo étnico conhecido como hopi deixa o Arizona e adquire uma área no Pará. Constatando que os habitantes recém chegados vivem sob um regime matriarcal, um jornal de Belém decide fazer uma campanha incitando os homens deste grupo a “tomarem uma atitude de macho” e acabarem com o domínio das  mulheres.

 

Há uma ampla discussão sobre amor, ódio,  inveja, cristianismo, xenofobia, etc. É de notar-se a afirmação de Karnal  a respeito das utopias: “Sejam quais forem os projetos utópicos de melhoria da sociedade, essa sociedade provoca uma impressionante quantidade de mortes.” [Karnal, Leandro. Todos contra todos: O ódio nosso de cada dia (Locais do Kindle 1007). Leya Brasil. Edição do Kindle.] De fato, quando um líder começa a falar sobre “a construção do homem novo”, “nova sociedade”, “revolução cultural” e que tais, o que vem a seguir é com certeza o totalitarismo e derramamento de sangue em quantidades espantosas. Foi assim na Russia de Stalin, na Alemanha de Hitler e na China de Mao; será assim em qualquer país que tente mudar a natureza humana pela força.

Chegamos assim à conclusão do livro, onde Karnal analisa a influência das redes sociais, a atual polarização da discussão política e explica os fenômenos que diferenciam  a consciência política e a vontade de participação manifestada pelos eleitores atualmente em relação ao passado.

Algumas citações do autor: “Desde a última eleição presidencial, em 2014, passando pelo processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff até as crises do governo Michel Temer, somos invadidos, via internet, por textos duros, ataques de lado a lado, análises corrosivas, escárnio e agressão verbal. O Brasil descobriu-se raivoso na política, exibindo uma inquietante carga de ódio que fluiu pela rede.” [Karnal, Leandro. Todos contra todos: O ódio nosso de cada dia (Locais do Kindle 1244-1247). Leya Brasil. Edição do Kindle.]

Qualquer pessoa que acompanha os posts sobre política percebe isso. O ódio escorre pelas telas do Facebook; não há mais adversários políticos, apenas inimigos em um confronto cósmico entre o Bem e o Mal. Cada um dos lados se considera a encarnação de tudo o que é bom, limpo, decente, democrático, enquanto o outro lado é demonizado. Os comentários não raro se desviam para a grosseria pura e simples. Como exemplo, dois comentários colhidos ao acaso sobre pronunciamentos da senadora Gleise Hoffmann:

“Essa mulher precisa um pau no rabo acho bonito ela fala classe rica ela é uma pobre coitada rouba os aposentados é vem querer senta no rabo pra falar dos outros vai a merda piranha”

“Cala a boca sua vaca quem quebrou o brasil ,aposentados,escolas,hospitais foram voces os politicos e o partido do PT.NOJENTA EGUA CALA A BOCA VA LAVAR ESSA BOCA IMUNDA”

Conforme bem assinala Karnal, retornamos ao clima que antecedeu a intervenção militar de 1964: ”A partir daquele momento, houve uma regra ressuscitada na Era Dilma: “Não apenas me oponho a você, mas você é o obstáculo para o progresso brasileiro.” Ou: “O Brasil seria um bom lugar se você não existisse.” Daí cresce o ódio diante das mazelas políticas, porque interpreto que tudo de ruim que ocorre no Brasil nasce do outro.” [Karnal, Leandro. Todos contra todos: O ódio nosso de cada dia (Locais do Kindle 1266-1269). Leya Brasil. Edição do Kindle.]

Um momento delicado, mas o que se vê no debate político, tanto no Congresso como nos partidos, tanto nas organizações patronais como nos sindicatos, nas universidades e na sociedade como um todo é uma troca de acusações mútuas e ofensas. O debate tornou-se completamente polarizado. E Karnal aponta com muita propriedade: “O problema da polarização é que ela não pensa. A polarização adjetiva. No momento que eu digo que você é petralha ou coxinha, deixo de pensá-lo como um ser humano dialético, contraditório, orgânico, em evolução, e paro de discutir as suas ideias e apenas o rotulo.” [Karnal, Leandro. Todos contra todos: O ódio nosso de cada dia (Locais do Kindle 1288-1290). Leya Brasil. Edição do Kindle.]

Por outro lado, os acontecimentos dos últimos anos demonstraram de forma cabal a verdadeira natureza da política. Aqui, como em qualquer outro lugar do mundo, o exercício da política não tem como determinante exclusivo ou mesmo principal a busca do bem comum. Passado o discurso eleitoral, política é o controle do estado para o benefício de determinados grupos. Mas no Brasil este processo atingiu um grau de exacerbação e imeddiatismo que leva o autor a afirmar: “Mas a corrupção é institucional e endêmica. Portanto, não seria a solução a queda de uma pessoa para resolver o problema da corrupção.” [Karnal, Leandro. Todos contra todos: O ódio nosso de cada dia (Locais do Kindle 1275-1276). Leya Brasil. Edição do Kindle.]

Então há hoje uma percepção clara por parte da sociedade de que é preciso tornar o estado mais eficiente e mais voltado para o bem comum. Segundo Karnal: “Então, em parte, todo esse debate é sobre uma tentativa de criar o que não existe: que é a política coletiva, do bem comum, administradora da maioria, um projeto de Estado, e não um projeto de governo. Esse é um desejo coletivo neste momento.” [Karnal, Leandro. Todos contra todos: O ódio nosso de cada dia (Locais do Kindle 1318-1320). Leya Brasil. Edição do Kindle.]

Concordo totalmente com esta colocação e espero que tenhamos como iniciar o processo em 2018. Não fazer isto é caminhar para o desastre…

UM MOTIVO PARA ALEGRIA: HÁ UMA AGENDA MÍNIMA

Em 24/06/2017 postei no Facebook um texto com um “emoticom” sorridente, afirmando que estava me sentindo muito feliz e fornecendo logo abaixo uma estranha explicação do motivo de minha alegria:

“Porque hoje no programa “Conversa com Bial” aquele historiador conhecido, Leandro Karnal, meio que confirmou duas ideias que eu já havia articulado nos meus posts e que destaco abaixo em maiúsculas. Escrevi: Então, onde está o verdadeiro problema? Por que a igualdade de oportunidades para todos os cidadãos parece um objetivo inalcançável para o Brasil? A resposta que me parece mais verdadeira é que no Brasil o ESTADO NUNCA REPRESENTOU DE FATO OS INTERESSES DO POVO BRASILEIRO. A representação desses interesses foi sempre parcial e incompleta, seja nos períodos de ditadura, seja nos períodos de maior liberdade democrática.
AO INVÉS DE ESTAR A SERVIÇO DO POVO, empenhado na busca do bem comum, O ESTADO NO BRASIL É, em medida variável ao longo do tempo, UM ENTE QUE SE SERVE DO POVO para perpetuar privilégios, propiciar o enriquecimento ilícito de pessoas desonestas e utilizar o dinheiro público em benefício de interesses particulares.”

Primeiro com o “mensalão”, depois com o escândalo da Petrobrás, agora com o “affair” Temer / JBS, somos bombardeados diariamente com notícias sobre a corrupção desenfreada que se instalou no governo. Sem dúvida isto é motivo de justa indignação para a maioria dos cidadãos brasileiros, gente honesta e trabalhadora, que vê boa parte dos impostos que paga roubados ou simplesmente desperdiçados por um Estado incompetente e corrupto. Mas a corrupção vem sendo tratada de acordo com a lei, desde que se iniciou a histórica operação Lava Jato. Podemos discutir se as punições são muito brandas, se criminosos confessos estão hoje cumprindo prisão domiciliar em mansões hollywoodianas construídas com dinheiro roubado dos cofres públicos, etc. Não sabemos se a Lava Jato sinaliza, de fato, uma nova maneira de fazer política no Brasil, ou se será apenas um caso singular, sem maior impacto sobre o comportamento criminoso de grande parte dos ocupantes de cargos eletivos em nosso país. Mas seja como for, o fato é que NUNCA ANTES na história desta república vimos indivíduos realmente poderosos, tais como deputados, senadores e governadores, atrás das grades, condenados por crimes de corrupção. Até pouco tempo atrás, os donos do poder sentiam-se absolutamente inatingíveis, acima das leis e certos da mais completa impunidade. Hoje um ex-Presidente da República está prestes a ser condenado a 22 anos de prisão! Penso que atualmente os corruptos tem algum receio de, se descobertos, serem punidos – uma absoluta novidade no país.

Creio que a indignação não conduz necessariamente ao ódio. Leva sim ao desejo de justiça, à expectativa de que os culpados sejam processados e punidos de acordo com a lei; eventualmente podemos pleitear leis mais rigorosas, fiscalização mais eficiente da destinação dos recursos públicos e outras medidas que se façam necessárias para combater a corrupção e o desperdício. Tudo isto faz parte do jogo democrático.

Entretanto, nos últimos meses o clima de ódio entre os brasileiros tem aumentado de forma preocupante. Isto fica claramente evidenciado quando se observa a virulência dos comentários postados nas redes sociais, sejam de pessoas comuns, sejam de jornalistas profissionais. A esquerda insufla o ódio ao pregar a divisão do povo brasileiro entre “nós” e “eles”, ao promover manifestações dos “movimentos sociais” que terminam em baderna e vandalismo, ao afirmar que conta com o “exército de Stedile”. Também aumenta a possibilidade do desastre quando uma das sacerdotisas do lulopetismo afirma seu ódio pela classe média, ou quando a deputada petista e evangélica Benedita da Silva derrapa em Hb 9:22 e atropela a um só tempo a lei de Deus e a lei dos homens, conclamando seus partidários à “redenção” através do derramamento de sangue.

A direita não está de forma alguma isenta de culpa. Ela insufla o ódio quando clama abertamente por uma intervenção militar para resolver os problemas na área política, quando promove a execração pública de acusados de algum ilícito antes que os mesmos sejam indiciados, processados, julgados e condenados pela Justiça, quando não condena casos nos quais houve claramente uso excessivo e desnecessário da força por agentes de segurança do Estado.

Tanto a intervenção militar pelo qual clamam alguns direitistas como a “redenção” através do derramamento de sangue, que passa pela cabeça de alguns esquerdistas, terão consequências gravíssimas, que podem incluir vários dos eventos a seguir: fechamento do Congresso, supressão das liberdades e garantias democráticas, manifestações populares terminando em confronto e violência, censura à imprensa, prisão em massa de opositores, tribunais de exceção, execução sumária de opositores, surgimento de milícias armadas e grupos guerrilheiros, imensos prejuízos para a economia, repudio internacional ao Brasil, etc. Enfim, uma lista das desgraças que se abateriam sobre o país numa situação de confronto armado entre a direita e a esquerda é quase interminável.

Pois bem, se admitirmos que o confronto violento não é uma opção, só nos resta o diálogo e o entendimento entre adversários. E quando se tem um adversário e não um inimigo, acaba o jogo de soma zero e é possível o acordo. E o que me deixou alegre e mais otimista com o futuro do Brasil foi constatar que HÁ uma base mínima que pode servir como começo para o entendimento.

Karnal é um historiador de reconhecida competência, um intelectual famoso e um homem de esquerda; eu sou apenas um cidadão comum (para não dizer um “joão-ninguém”) que politicamente se coloca como de direita. No entanto parece que há uma grande similaridade na ideia de que é necessário repensar o Estado para que este represente a nação e sirva ao povo. Quero acreditar que muitas pessoas dignas e honestas, tanto de esquerda como de direita, estejam pensando desta forma e que uma grande renovação do Congresso em 2018 permita que se comece a necessária reconstrução do Estado brasileiro, preservando a democracia e o estado de direito.

OS EXTREMOS SE ENCONTRAM

Faz tempo que vi na internet este vídeo, no qual uma “filósofa” da USP  despeja um amontoado de besteiras sobre a plateia (clique aqui para ver o espetáculo deprimente).
Esta é a prova cabal e definitiva de que o sectarismo político emburrece até mesmo o que se supõe seja a elite intelectual do país.

Esta senhora pode entender tudo sobre Espinoza, mas este discurso é de uma imbecilidade extraordinária. É matematicamente impossível melhorar a distribuição de renda e, por consequência caminhar na direção de uma sociedade mais justa e igualitária, sem que a maioria das pessoas tenha rendimentos com menores desvios em relação à média, ou seja,criando uma classe média que concentre uma parcela mais significativa da renda.

Em sua estúpida demonstração de irracionalidade e ignorãncia, só faltou à odienta professora da USP (classe média alta) parafrasear uma conhecida frase atribuída a Goebbels, ministro da propaganda do governo nazista, dizendo: “Quando ouço falar em classe média engatilho logo o meu revólver!”.

O auditório, igualmente imbecilizado pela confusa ideologia do PT, aplaude os disparates da oradora. Em vista do que se sabe hoje, é bastante provável que muitos dos presentes tenham demonstrado na prática seu ódio à classe média assaltando escandalosamente os cofres públicos, cujos recursos provem em grande parte dos impostos escorchantes pagos por esta classe.