Adeus às Ilusões: o Fim da Operação Lava a Jato

Está em curso em Mordor [1], a Terra da Escuridão, que atende oficialmente pelo nome de Brasília, mais uma tentativa de aniquilar completamente qualquer esperança de que o Brasil possa vir a ser, um dia, a pátria dos brasileiros.

A elite retrógrada, predatória e desumana que desde sempre governa este triste país é extremamente inteligente e capaz de tudo para manter  o sistema de coisas que serve aos seus interesses econômicos. Um exemplo recente do poder quase diabólico dessa elite está tristemente visível nos dias de hoje: conseguiram transformar a mais autêntica liderança popular que surgida no Brasil em toda a sua história – Luiz Inácio Lula da Silva – em um marginal, um reles larápio, acossado pela justiça e reduzido a motivo de desprezo e chacota para todos os homens de bem.

Tal como Satã, a elite brasileira sabe encontrar os pontos fracos de todo ser humano que com ela interage e aproveitar-se disto para atar o indivíduo e trazê-lo para as trevas, onde este permanece escravizado até o fim de seus dias.

A maioria, como foi o caso de Lula, perde-se pela ganância. Mas há também os que sucumbem a outras tentações: alguns à vaidade, outros ao orgulho, e ainda outros  à ira, ou à preguiça ou à luxúria.

Seja como for, as hostes infernais dominam hoje de maneira quase completa toda a estrutura do estado brasileiro, notadamente o primeiro escalão dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Nos últimos anos, contra todas as expectativas, um punhado de jovens  idealistas, protegidos pelo escudo da fé em um Brasil livre do jugo maldito que o infelicita, esboçou uma reação contra o Senhor das Trevas. São jovens advogados, juízes, promotores, delegados e  policiais federais, ainda não cooptados pelo Inimigo.

Este pequeno grupo de justos vem empreendendo uma verdadeira guerra sem tréguas contra o Mal, que se instalou no cerne do Estado, e que pauta as ações do governo e o comportamento dos governantes. A batalha principal desta guerra se chama Operação Lava a Jato.

A reação dos malditos, cujo coração transborda de ódio contra a justiça, contra o Brasil e contra o povo, não se fez esperar. Tentaram diversas vezes barrar a Lava a Jato no Congresso, mas por fim os principados maléficos optaram por fazê-lo de forma mais técnica e menos política.

Instruíram pois o Consistório da Besta, ou Conselho Nefando, para que destruísse de vez os poucos que ainda resistem ao Mal. Recebida a ordem, imagino o que os onze conselheiros infernais comentavam entre si, enquanto sorviam o sangue da nação e devoravam pedaços dos corpos dos brasileiros sacrificados pela corrupção desenfreada que eles acobertam e avalizam: “Que desfaçatez desta gentinha, que ousa contestar nosso Mestre e Senhor! Este povinho idiota e covarde tem que entender de vez quem é que manda no Brasil.”

Em seguida, o Conselho Nefando aprovou uma decisão estabelecendo que a prisão de um réu só ocorrerá após a condenação em última instância, de modo a garantir na prática a impunidade eterna dos corruptos.

Nas semanas seguintes, os juízes de Satanás liberaram todos os acusados presos pela Lava a Jato. O Príncipe das Trevas em pessoa desceu em (subiu a?) Brasília para cumprimentar seus Oficiais e estabelecer a estratégia para atingir o próximo objetivo: a destruição do Brasil como nação.

[1] Esta é uma visão apocalíptica da política brasileira, com referências a “O Senhor dos Anéis” e à Divina Comédia. Trata-se de um texto irônico; não acredito que o Maligno venha de fato cumprimentar pessoalmente alguns personagens de nossa política. Mas de que ele inspira a muitos não tenho dúvidas.

[2] Quanto ao ponto principal do texto: O FIM DA PRISÃO PARA OS CONDENADOS EM SEGUNDA INSTÂNCIA, que significa na prática o triunfo dos corruptos, há muita gente poderosíssima articulando isto.

SINAL DE ALERTA

Ontem, 16 de novembro de 2016, assistimos com espanto um acontecimento absolutamente inédito na história republicana: a invasão do plenário da Câmara dos Deputados. Nem o regime militar ousou violar aquele espaço, dedicado ao exercício do poder outorgado legitimamente pelo povo brasileiro a seus representantes.

Achava-se a Câmara em sessão e um deputado discursava na tribuna quando um grupo de 60 a 80 manifestantes adentrou o plenário, superando a resistência oposta pela segurança da Casa. Os manifestantes dirigiram-se à mesa diretora e a cercaram, gritando palavras de ordem tais como “Viva Sergio Moro!”, “Intervenção Militar já!” e “Ditadura Já!”; os deputados que estavam próximos ou que do grupo se aproximavam eram chamados de ladrões. Houve muita confusão, gritaria e empurrões. Em dado momento os manifestantes cantaram o Hino Nacional e depois de algum tempo foram retirados do local e levados à uma delegacia, onde foram autuados e presos. Durante o episódio, alguns microfones e portas de vidro foram danificadas.

Felizmente a invasão foi relativamente pacífica e nenhum dos lados recorreu ao uso de armas de fogo, o que poderia ter causado uma tragédia. Muitos brasileiros consideram que os manifestantes agiram corretamente ao invadir a Câmara, visto que parcela significativa dos deputados é corrupta e tem como última prioridade a defesa dos interesses do povo e a realização do bem comum.

Infelizmente, o grande número de malfeitores travestidos de representantes do povo é uma realidade da política brasileira. Especula-se que a delação premiada dos executivos da Odebretch prova de forma irrefutável a condição de criminosos de nada menos do que uma centena de deputados. Ou seja, boa parte dos parlamentares deveriam estar na cadeia, e não na Câmara.

Até o momento não está claro a que grupo os manifestantes pertencem, se é que fazem parte de algum. Pode ser que se trate de pessoas que por acaso se juntaram e resolveram perpetrar a invasão. Compreensível, quando se considera o acinte continuado a que tem sido submetido o povo brasileiro, que a cada dia é informad0 de mais um ato de corrupção por parte de seus representantes. Ainda assim a invasão é um ato reprovável e criminoso.

Explico minha posição. O primeiro argumento é que um regime democrático garante a seus cidadãos as liberdades de consciência,  expressão, associação e manifestação. Qualquer cidadão brasileiro pode reunir-se a outros que pensam de maneira semelhante a ele e realizar manifestação pública em defesa  de seus pontos de vista, desde que respeitados os limites da lei. E é evidente que invadir um prédio público e destruir um patrimônio que no final das contas pertence a todos os brasileiros constitui crime. Portanto, os responsáveis devem ser processados e punidos na forma da lei.

O segundo argumento é que clamar por uma intervenção militar ou, pior ainda, uma ditadura militar é uma imbecilidade, uma afronta  ao povo brasileiro e um crime.

É uma imbecilidade porque as Forças Armadas não tem nem o treinamento, nem o preparo e nem a disposição para governar o país. Desde a juventude, o militar é treinado para atuar em um ambiente onde os conflitos são resolvidos através do recurso à hierarquia, a desobediência é inaceitável e o sacrifício da própria vida pode ser exigido no cumprimento do dever. Ora, uma nação não funciona assim. Especialmente em um país como o Brasil, de dimensões continentais e  pleno de desigualdades regionais e de distribuição de renda entre os cidadãos, os mais variados grupos, reunidos em partidos, sindicatos, associações patronais, ONG’s, entidades religiosas, e assim por diante, travam uma disputa contínua na defesa de seus interesses. Estes conflitos só podem ser resolvidos de maneira adequada pela negociação, que em última análise é mediada pelo Congresso através de leis. Na democracia todos os atores tem a chance de apresentar suas ideias, convencer os eleitores e eventualmente alcançar o poder.  A solução de conflitos pela imposição de ordens, como ocorre na ausência da democracia, tende a privilegiar somente grupos específicos. Com o passar do tempo, criam-se tensões insuportáveis na sociedade e os grupos sem possibilidade de acesso ao poder acabam por rebelar-se e a situação se degenera  em confrontação violenta e derramamento de sangue.

É uma afronta ao povo brasileiro porque supõe que ele é incapaz de escolher seus representantes, argumento sempre invocado pelos inimigos da democracia para  justificar as ditaduras.  Ora, a única “escola” onde se aprende a votar é o regime democrático, e somente praticando a democracia e participando ativamente da política é que o povo aprenderá a escolher políticos honestos e que o representem com dignidade. E, convenhamos, na conturbada história de nossa república tivemos menos de 50 anos de regime democrático (1946-1963 e 1985-2016). Os brasileiros tiveram muito pouca chance de praticar a democracia. E se os invasores julgam que os políticos atuais não prestam, que se unam trabalhando para eleger alguém que considerem digno de representa-los.

E é, em minha opinião, um crime tipificado na Lei de Segurança Nacional, que é a Lei 7170 de 14 de dezembro de 1983 (ainda do governo do general João  Figueiredo!), que vale até hoje:

Art. 22 – Fazer, em público, propaganda:
I – de processos violentos ou ilegais para alteração da ordem política ou social;
II – de discriminação racial, de luta pela violência entre as classes sociais, de perseguição religiosa;
III – de guerra;
IV – de qualquer dos crimes previstos nesta Lei.
Pena: detenção, de 1 a 4 anos.

No Brasil temos a falsa ideia de que liberdade consiste em fazer o que se quer. Na verdade, um estado democrático se caracteriza pela observância estrita e incondicional de dois princípios: (1) todos são iguais perante a lei, e; (b) ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer algo a não ser em virtude da lei.

Isto se aplica a todos os cidadãos, negros ou brancos, religiosos ou ateus, ricos ou pobres, patrões ou trabalhadores, professores ou alunos, eleitos ou eleitores, homossexuais ou heterossexuais, enfim, independe de raça, crença, posição social, ocupação, orientação sexual, ou qualquer outra característica do cidadão.

Todos podem e devem se manifestar para defender seus pontos de vista (exceto quando a expressão de tais pontos de vista seja ilegal, como por exemplo a incitação ao racimo ou ao genocídio). Porém, se a manifestação se transforma em baderna, violando a lei, é dever do Estado democrático restaurar a ordem, aplicando se necessário  a força na medida justa, e tomar as medidas legais cabíveis  para punir os que infligiram a lei.

Esta é a verdadeira democracia, na qual reside a única chance de que venhamos a ser um dia um país livre, socialmente justo e no qual cada um de nós  tenha o orgulho de dizer: “Sou brasileiro!”.

UMA QUESTÃO (MUITO) POLÊMICA

Em Gênesis, 18:20-33 encontra-se a narrativa de um diálogo mantido entre Abraão e o  Altíssimo, quando o Todo Poderoso anunciou Sua decisão de destruir as cidades de Sodoma e Gomorra, culpadas por numerosas transgressões às leis de Deus:

20. Disse mais o Senhor: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito, 21.  descerei agora, e verei se em tudo têm praticado segundo o seu clamor, que a mim tem chegado; e se não, sabê-lo-ei. 22.  Então os homens, virando os seus rostos dali, foram-se em direção a Sodoma; mas Abraão ficou ainda em pé diante do Senhor. 23.  E chegando-se Abraão, disse: Destruirás também o justo com o ímpio? 24.  Se porventura houver cinqüenta justos na cidade, destruirás e não pouparás o lugar por causa dos cinqüenta justos que ali estão? 25.  Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio, de modo que o justo seja como o ímpio; esteja isto longe de ti. Não fará justiça o juiz de toda a terra? 26.  Então disse o Senhor: Se eu achar em Sodoma cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei o lugar todo por causa deles. 27.  Tornou-lhe Abraão, dizendo: Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza. 28.  Se porventura de cinqüenta justos faltarem cinco, destruirás toda a cidade por causa dos cinco? Respondeu ele: Não a destruirei, se eu achar ali quarenta e cinco. 29.  Continuou Abraão ainda a falar-lhe, e disse: Se porventura se acharem ali quarenta? Mais uma vez assentiu: Por causa dos quarenta não o farei. 30.  Disse Abraão: Ora, não se ire o Senhor, se eu ainda falar. Se porventura se acharem ali trinta? De novo assentiu: Não o farei, se achar ali trinta. 31.  Tornou Abraão: Eis que outra vez me a atrevi a falar ao Senhor. Se porventura se acharem ali vinte? Respondeu-lhe: Por causa dos vinte não a destruirei. 32.  Disse ainda Abraão: Ora, não se ire o Senhor, pois só mais esta vez falarei. Se porventura se acharem ali dez? Ainda assentiu o Senhor: Por causa dos dez não a destruirei. 33.  E foi-se o Senhor, logo que acabou de falar com Abraão; e Abraão voltou para o seu lugar.

Como se sabe, Sodoma e Gomorra foram varridas do mapa, devoradas por uma tempestade de fogo e enxofre.  Ou seja, sequer 10 justos foram encontrados entre os habitantes destas cidades.

O desfecho seria o mesmo caso a ira do Altíssimo se voltasse contra o Congresso Nacional, cuja população consiste de 513 deputados federais e 81 senadores. Hoje (25/05/2016) o jornal “Folha de São Paulo” divulgou  a transcrição de conversas entre o senador Renan Calheiros ee o ex-diretor da Transpetro, Sérgio Machado:

Segundo a reportagem da Folha, “Renan disse que uma delação da empreiteira Odebrecht “vai mostrar as contas”, em provável referência à campanha eleitoral de Dilma. Machado respondeu que “não escapa ninguém de nenhum partido”. “Do Congresso, se sobrar cinco ou seis, é muito. Governador, nenhum.”

Isto me faz pensar se não corremos o risco de acabar como as duas cidades da Bíblia, não literalmente, é claro, mas assistindo a destruição do regime democrático ou, no limite, um enfrentamento armado entre diferentes facções na disputa pelo poder.

Porque, se levada às últimas consequências, a operação LAVA JATO vai levar à cadeia a quase totalidade dos parlamentares ou, no mínimo, tirar-lhes o mandato. Serão substituídos por suplentes, a grande maioria sem experiência anterior, sem a rede de contatos com os variados grupos sociais, entidades de classe, ONG’s, burocratas de vários escalões, que influenciam e suportam o processo legislativo.  É de se esperar que haja uma queda brutal na eficácia do processo global de funcionamento do Legislativo.

Apesar de todos os defeitos, o Parlamento é, por excelência, o local onde se resolvem de forma pacífica os conflitos de interesse entre os diversos segmentos da sociedade, que disputam sem cessar os recursos do Estado e a riqueza gerada pela nação. E, ainda que desonestos, os deputados e senadores são indivíduos com vasta experiência política e certa representatividade junto aos segmentos onde colhem seus votos: evangélicos, professores, pecuaristas, etc.

Ora, sem a mediação do Congresso, os conflitos tendem a tornar-se cada vez mais acirrados e em geral passam a ser resolvidos pela força ou pela mediação de um líder carismático, que se arvora representante direto dos interesses do povo, passo inicial do caminho que leva de maneira quase que inevitável à ditadura.

Esta reflexão me faz pensar se não seria o caso de limitar o escopo da operação, antes que a democracia seja consumida numa tempestade de fogo ou se afogue num mar de sangue. A operação LAVA JATO já demonstrou sobejamente que a riqueza e o poder não conferem o direito de violar as leis. A secular impunidade da elite brasileira foi quebrada e a questão é garantir que jamais volte a restabelecer-se. Isto depende da sociedade e de seu apoio à nova geração de juízes e procuradores, e à independência dos organismos de investigação criminal.

O Brasil sofre do câncer da corrupção. A operação LAVA JATO é a quimioterapia. Mas todos sabemos que a quimioterapia tem que ser interrompida após certo número de sessões, pois o uso continuado de remédios extraordinariamente fortes acabará por matar o paciente. A expectativa é que, após o tratamento quimioterápico, o organismo consiga combater e derrotar de maneira natural as células cancerosas remanescentes e impedir o surgimento de novas.

O fato é que a democracia não conseguirá suportar por muito tempo a destruição sistemática de toda a sua liderança política. Sem entrar no mérito de cada caso, já foram seriamente abaladas ou completamente destruídas, entre outras, as seguintes lideranças políticas: o ex-presidente Lula, a presidente afastada Dilma Rousseff,  o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, o ex-ministro do planejamento Romero Jucá, o presidente do Senado Renan Calheiros.

Quem será o próximo? Michel Temer? Aécio Neves? Marina Alves? José Serra? Alckmin? O que restará da classe política para fazer funcionar a democracia?

JOGOS DE GUERRA

Estrategistas militares costumam exercitar a imaginação criando cenários elaborados que descrevem situações de conflito interno e externo nas mais diversas regiões do planeta e avaliam as possíveis ações que poderiam ser tomadas em cada caso, de modo a defender os interesses do analista. São os chamados “jogos de guerra”.

Na semana passada vieram à tona vários documentos ultra secretos do Pentágono, incluindo mais de uma centena de jogos de guerra. Os documentos foram fornecidos ao editor-chefe do respeitadíssimo jornal “The Daily Planet”, Mr. Clark Kent, e publicados em partes durante vários dias. O governo americano negou a autenticidade do material e procurou sem sucesso impedir sua publicação, através de ações judiciais. O porta voz do Pentágono classificou a publicação dos documentos como “um ato antipatriótico, que prejudica as relações dos Estados Unidos com várias nações, apresentando como verdadeiro o que não passa de especulação.” As muitas nações envolvidas nos jogos de guerra apresentaram “veementes protestos” ao governo americano.

Com relação ao Brasil, há apenas um jogo de guerra, muito simples e que não requer supercomputadores para simulação das estratégias e cenários, mas tão somente lápis e papel.

Segundo as regras estabelecidas, os estrategistas leem o cenário geral, discutem entre si por um tempo determinado e formulam hipóteses sobre os eventos do primeiro dia. Feito isto, leem a descrição que consta do texto, pontuam as formulações de cada um e iniciam as discussões sobre o segundo dia; repete-se o ciclo até completar os dias previstos para duração do jogo..

Jogo de Guerra #13

Título: O Grande Companheiro

Local: Brasil

Envolve: Bolívia, Brasil, Coréia do Norte, Cuba, Estados Unidos, Haiti, Iraque, Suíça, Venezuela

Duração: 15 dias

Quadro geral: Gigantescas manifestações populares  exigem a renúncia de Dilma Rousseff e a prisão de Lula. Dilma demonstra apatia diante da situação e renuncia ao comando do governo, embora mantendo formalmente o cargo de presidente. Na prática, o país é governado pelos ministros, e o Ministro Chefe da Casa Civil atua como uma espécie de Primeiro Ministro. No Congresso a oposição exige o impedimento de Dilma e de seu vice, Michel Temer. Porém o Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, terceiro na linha de sucessão, é réu de vários processos de corrupção, acusado de receber propinas de milhões de dólares de fornecedores do governo federal. A oposição exige que Eduardo Cunha também renuncie e negocia com parlamentares dissidentes da base governista um nome de consenso, que assuma a presidência da Câmara e em seguida a da República, para convocar novas eleições. Percebendo seu papel chave no momento político  – enquanto mantiver o cargo o impedimento não será votado – ele faz saber aos interessados que, para não renunciar, deseja US$25.000.000,00 depositados em suas contas na Suíça. O acordo é fechado e o dinheiro transferido para as contas indicadas. A situação permanece tensa, mas o  impasse garante a manutenção do “status quo”.

Primeiro Dia: A revista “Veja” revela que a quase totalidade do “empréstimo” do BNDES à Cuba para financiamento do Porto de Mariel, foi na realidade usado para financiar a construção de campos de treinamento para guerrilheiros no Haiti. O governo nega “de maneira veemente” que tenha ocorrido desvio do financiamento para Cuba e alega que “auditores brasileiros e cubanos acompanham o andamento das obras do porto de Mariel para liberação das parcelas do financiamento”.

Segundo Dia: A Rede Globo exibe fotos obtidas por satélites de espionagem americanos. As fotos mostram o que seriam os campos de treinamento no interior do Haiti. O locutor lembra que a partir de 2010 cerca de 130.000 haitianos entraram no Brasil. Destes, 40.000 eram adultos entre 25 e 35 anos de idade, viajando sozinhos.

Terceiro Dia: As Forças Armadas afirmam que “não irão tolerar a formação de milícia estrangeira em solo pátrio”. A Agência Brasileira de Inteligência,  que já vinha investigando o assunto, vaza a informação de que o dinheiro desviado das obras do porto para treinar guerrilheiros sofrera mais um desvio e repousava tranquilamente na Suíça, em contas de políticos e burocratas cubanos e haitianos. Os imigrantes estavam mesmo fugindo da miséria e buscando oportunidade de uma vida melhor; só se poderia acusá-los de péssimo “timing”…

Quarto Dia: A Polícia Federal e os promotores envolvidos no caso anunciam que o acervo de Lula, depositado em um cofre especial do Banco do Brasil, pago por uma das maiores empreiteiras do país, inclui grande número de joias e obras de arte pertencentes ao acervo da Presidência. A assessoria de Lula divulga nota em que o ex-presidente se diz “aturdido” com a revelação, e “que eventuais desvios foram cometidos pelo pessoal responsável pela mudança, sem seu  conhecimento ou autorização”. Procuradores da Justiça Federal preparam uma denúncia contra o ex-presidente.

Quinto Dia: Dilma nomeia Lula para o cargo de Ministro Chefe da Casa Civil. Lula adquire foro privilegiado e somente pode ser processado pelo Supremo Tribunal Federal. Torna-se também presidente de fato, e inicia o terceiro mandato com o objetivo de frear as investigações em curso.

Sexto Dia: Inicia-se um expurgo da Polícia Federal, com o afastamento de delegados e  policiais comprometidos com a investigação dos delitos do ex-presidente e de seus amigos e aliados. Os afastados são substituídos por simpatizantes do PT. Em Curitiba, o juiz Sergio Moro declara ser impossível continuar as investigações da operação Lava a Jato e renuncia ao cargo de magistrado.

Sétimo Dia: Em todas as grandes cidades do país multidões se manifestam exigindo a derrubada imediata do governo. A polícia tenta mas não consegue manter a ordem. A multidão enfurecida invade, saqueia e incendeia lojas e estabelecimentos bancários. Em Brasília o Congresso é invadido e os plenários da Câmara e do Senado são incendiados.

Oitavo Dia: A população continua a manifestar-se contra o governo em marchas e atos de protesto. Lula inicia a operação Jararaca e ordena aos militantes de seu partido que saiam às ruas para deter as “forças da reação, que defendem a volta a um Brasil onde os pobres eram desprezados pelos governantes”. O exército do partido, composto por milhares de militantes do MST, armados de foices e facões, ataca os manifestantes que protestam contra o governo. A tropa de choque entra em ação e a ruas das principais cidades do país se transformam em campo de batalha; há grande número de feridos e alguns mortos.

Nono Dia: Com discreto encorajamento das Forças Armadas, Dilma e Temer renunciam; Eduardo Cunha é preso. É divulgado o Mapa da Corrupção, resultado de anos de investigação sigilosa de um grupo ultra secreto de  profissionais especializados em evidenciar  fraudes em obras públicas, detectar sinais de enriquecimento ilícito e rastrear processos de lavagem de  dinheiro. O Mapa lista as fraudes cometidas em dezenas de milhares de obras públicas em todo o país e afirma dispor de provas incontestáveis contra os envolvidos em cada caso.

Décimo dia: São expedidos em todo o país milhares de mandados de prisão contra corruptos. Grande parte dos senadores, deputados federais, deputados estaduais,  governadores, secretários de estado, prefeitos e vereadores, além de funcionários públicos dos mais diversos escalões, empreiteiros e outros fornecedores do governo tenta desesperadamente deixar o país, por terra, ar e mar. Por falta de espaço, os corruptos presos são mantidos em estádios, que passam a funcionar como centros de detenção. Dilma foge para a Bolívia, e assume a presidência da refinaria da Petrobrás expropriada anos antes pelo governo boliviano. Lula desaparece.

Décimo-primeiro dia: A legalidade é atropelada pelos fatos. O Congresso, reduzido a 15% de seu tamanho original e agora composto apenas por homens de bem, unidos em uma Frente de Salvação Nacional, se reúne em Ouro Preto e inicia seus trabalhos, com o compromisso de votar a reforma política que é discutida há vinte anos e convocar novas eleições gerais em seis meses. Um jurista idoso, de reputação ilibada, sem ambições políticas, é convidado e aceita assumir a presidência do Governo Provisório.

Décimo-segundo dia: Lula reaparece no interior de Rondônia. Com evidentes sinais de delírio psicótico, auto intitula-se “Grande Companheiro das Massas e Pai de Todos os Pobres” e dá um ultimato ao Governo Provisório: qualquer medida jurídica contra ele, seus familiares e amigos deve ser suspensa, ou as consequências serão “terríveis”. O governo ignora o ultimato.

Décimo-terceiro dia: O ditador norte-coreano anuncia que cedeu um artefato nuclear ao exército do PT e declara que sua boa-vontade demonstra o “apoio do povo norte-coreano à luta dos povos de todo o mundo contra o imperialismo norte-americano”.  Os presidentes de Cuba, Venezuela, Bolívia e Iraque manifestam seu apoio ao ex-presidente.

Décimo-quarto dia: Lula aparece pela última vez na TV, agora denominando-se “Grande Companheiro das Massas, Pai de Todos os Pobres e Senhor dos Exércitos.”  Avisa que dispõe de armamento nuclear e apresenta novas exigências: (1) o país deve ser  dividido em duas partes por uma linha imaginária unindo Belém do Pará a Laguna em Santa Catarina;  (2) as terras a oeste desta linha devem ser reconhecidas como nação soberana com o nome de Nóslandia, ficando estabelecida para sempre a separação entre “nós” e “eles”.

Décimo-quinto dia: – O governo norte-americano informa reservadamente ao Governo Provisório que o avião norte-coreano trazendo a bomba havia sido abatido quando sobrevoava o Polo Norte. O ultimato de Lula é recusado e o ex-presidente desaparece no interior da selva amazônica com um grupo de petistas que continuam acreditando. Os juros e o dólar despencam e tem início um vigoroso processo de recuperação da economia.

 

O DISCURSO DE LULA

Em quatro de março de 2016, após ter prestado depoimento à Polícia Federal em São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou no diretório do PT, em São Paulo. Compreensivelmente emocionado com os acontecimentos, Lula demonstrou mais uma vez como sua visão da realidade e do comportamento que se espera de um ex-presidente é confusa e despida de grandeza e senso ético.

A íntegra do discurso do ex-presidente pode ser visto na Internet, por exemplo aqui. Acredito que Lula merece ser tratado de forma respeitosa em função do cargo que ocupou, e penso que o pedido de prisão preventiva encaminhado pelo Ministério Pública do Estado de São Paulo foi resultado de uma decisão precipitada. Mas o discurso revela que o ex-presidente parece sinceramente acreditar que os crimes de que é acusado não são crimes, pelo menos no caso dele.

Minha leitura é de que a argumentação do ex-presidente  se desenvolve segundo seis linhas principais,  identificadas abaixo, juntamente com as citações que as corroboram  e um comentário que expressa minha opinião sobre os argumentos apresentados.

 

L1:atacar a justiça e a imprensa:

A minha briga com o Ministério Público Estadual é porque o procurador já fez um pré- julgamento…

…preferiram utilizar a prepotência, a arrogância, num show e espetáculo de pirotecnia.

É lamentável que uma parcela do judiciário brasileiro esteja trabalhando em parceria com a imprensa brasileira.

Qualquer juiz que prende alguém recebe um prêmio da Rede Globo, da revista Veja e, assim, a partir do dia que receber o prêmio precisa prestar conta.

Sabe as pessoas ficam cúmplices, obedecem, por exemplo, a orientação da revista Época. O procurador resolveu fazer o papel da revista Época e pedir investigação das minhas palestras… 

COMENTÁRIO: O ex-presidente afirma seguidamente que é vítima de uma campanha orquestrada pelo Judiciário e pela grande imprensa. É verdade que os vazamentos seletivos de informação sobre os depoimentos da Operação Lava a Jato minam a credibilidade da Justiça e expõe os processos a contestações no futuro. Mas é absurdo imaginar que a investigação resultou de um conluio entre a imprensa e o Poder Judiciário para prejudicar Lula ou o PT. O fato, comprovado além de qualquer dúvida razoável, e que já resultou em muitas condenações, é que uma organização criminosa operou durante muitos anos na Petrobrás, causou um imenso prejuízo à empresa e distribuiu bilhões de reais para financiar as campanhas do PT e seus aliados. A única dúvida é até que ponto Lula estava envolvido na roubalheira!

 

L2: apresentar-se como vítima de perseguição das elites:

… não há nenhuma explicação para irem atrás dos meus filhos. Nenhuma explicação – a não ser o fato de eles serem meus filhos.

Um delegado de polícia que quer saber o que aconteceu com a medida provisória não tem que perguntar para o presidente.

Eles agora querem saber do acervo do Lula. .

…eu só quero pedir desculpas porque hoje, nesse país, ser amigo do Lula parece que virou coisa perigosa. 

COMENTÁRIO: Lula embaralha diversos assuntos e confunde causa e consequência. Seus filhos estão sendo investigados porque detêm um patrimônio absolutamente incompatível com a renda que poderiam ter auferido; tudo indica que utilizaram a condição de serem filhos de Lula para traficar influência e obter vantagens indevidas. O aparente enriquecimento ilícito tem que ser esclarecido, até mesmo para afastar qualquer suspeita sobre a honradez da prole do ex-presidente. Afinal, um dos filhos de Lula demonstra talento quase insuperável para os negócios: em poucos anos, passou de guarda de zoológico a suposto dono de um dos mais modernos jatinhos em operação no Brasil. Se tais negócios forem legais, teríamos aí um Ministro da Fazenda em potencial…

Assim como, em geral, ninguém se preocupa com os filhos de ex-presidentes (FHC tem filhos? Quem são?), normalmente ninguém se preocupa com medidas provisórias ou acervos. É que somente no caso do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva há fundadas suspeitas de que (a) pessoas muito próximas a ele “venderam” medidas provisórias e; (b) houve também uma confusão entre o acervo do presidente e o acervo da Presidência por ocasião de sua mudança de Brasília para São Bernardo.

Finalmente, mais uma vez a estória é contada de maneira inversa. Não é perigoso ser amigo do ex-presidente, pois ao que consta ninguém foi preso por privar de sua amizade. O que os fatos mostram é que Lula parece escolher muito mal suas amizades, uma vez que muitos de seus amigos estão na cadeia por crimes tais como peculato, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, etc.

 

L3: declarar-se como o campeão da luta pela democracia, bem como o melhor governante da história brasileira, quiçá universal:

Antes dele [Moro], nós já fazíamos as coisas corretas nesse país. Porque enquanto eles não faziam nada, a gente estava lutando para que esse país conquistasse o direito de liberdade de expressão, o direito de uma imprensa livre, de candidatura de partido político, o direito à greve.

Eu sinceramente achei que ao eleger a Dilma eu tinha consagrado a minha vida. Porque eu tinha duas teses: presidente bom é aquele que se reelege e “bibom” é que aquele que faz sucessor.

Eu deixei a presidência como o melhor governante, o mais bem avaliado…

Qual milagre vocês fizeram para aprovar as cotas, colocando negro na universidade? Qual milagre vocês fizeram para criar o Prouni, que milagre vocês fizeram para aprovar o FIES? Que milagre vocês fizeram para levar energia a 15 milhões de pobres nesse país? Que milagre que vocês fizeram para que aumentassem o salário mínimo todos esses anos?

Eu fui melhor que todo cientista político, todo fazendeiro, que todos os advogados. Eu provei que o povo humilde desse país pode andar de cabeça erguida. Que o povo humilde desse país pode comer carne de primeira. 

COMENTÁRIO: É inegável que Lula desempenhou um papel importantíssimo na redemocratização do país, e que seu governo trouxe grandes melhorias para os mais pobres. O Brasil atravessou um período de grande crescimento econômico, milhões de brasileiros foram resgatados da miséria absoluta, a distribuição de renda tornou-se mais justa e o IDH aumentou muito. Pode-se argumentar que boa parte do sucesso dos governos de Lula deveu-se ao saneamento das finanças públicas promovido por FHC, e às circunstâncias externas muito favoráveis, e resta ver quanto do que foi feito de bom restará após a recessão que atravessamos agora. Mas Lula garantiu seu lugar na história como um dos presidentes mais notáveis que o país já teve e seu nome será lembrado nos livros escolares e em teses acadêmicas. É uma pena que sua biografia seja manchada pelo escândalo da corrupção.

 

L4: considerar normais suas relações com empresários criminosos.        

Se preocupando porque eu estou utilizando a chácara de um amigo. Eu uso a do amigo porque os inimigos não oferecem.

Esse companheiro comprou uma chácara na perspectiva de permitir que eu usasse. Eu não posso usar, porque é crime eu estar usando a chácara?

Quem tem casa em Nova York, em Paris, nunca me ofereceu, se oferecesse eu ia.

Eu quero saber quem vai me dar um apartamento quando esse processo terminar. Eu quero saber se vai ser a Globo que vai me dar, se vai ser o Ministério Público que vai me dar. Porque não é meu, porque eu não paguei, não comprei.

Essas empresas não trabalham só pra Petrobras. Essas empresas não estão apenas comprometidas com a Lava Jato. Essas empresas chegaram a ter 180 mil trabalhadores, 80 mil trabalhadores e 90 mil trabalhadores.

Ou seja, todo mundo pode, menos essa merda desse metalúrgico. 

COMENTÁRIO: O teor dos comentários demonstra que Lula parece desconhecer o significado da palavra ética e a questão do decoro do cargo, que deve ser mantido pelo resto de sua vida. De um ex-presidente exige-se uma conduta inatacável. Lula parece não entender que aceitar favores de empreiteiros não é uma atitude decente e que, ainda que ele nada desse em troca, o simples fato de envolver-se com grandes empresas fornecedoras do governo causa uma profunda suspeição em qualquer pessoa. Agindo como age, o excelentíssimo ex-presidente da República enlameia sua biografia e se transforma num joguete dos que lhe concedem benesses. E não tem absolutamente nada a ver com “todo mundo pode, menos essa merda desse metalúrgico”. Qualquer pessoa que assim procedesse, até o Papa, estaria sujeita a suspeitas, processos, etc. Também soa estranho o fato de que Lula parece achar que outras pessoas tem a obrigação de dar-lhe coisas, que ele aceitaria de bom grado… Será que o salário de ex-presidente e os duzentos mil dólares que ele afirma cobrar por palestra não bastam?

 

L5: acentuar a divisão do país entre “nós” e “eles”

…porque não há outra coisa para incomodá-los a não ser a gente ter trabalhado durante todos esses anos para fazer com que as pessoas do andar debaixo subissem um degrau na perspectiva de chegar no andar de cima.

Na hora que nós fizemos os pobres terem acesso à universidade, ter acesso ao mínimo elementar para comer, acesso ao emprego, programa Bolsa Familia, Luz para Todos, Pronatec…isso incomodou muita gente.

Eles partem do pressuposto que pobre nasceu para comer em cocho. 

COMENTÁRIO: O discurso de Lula e de boa parte do Partido dos Trabalhadores tem como base a divisão dos brasileiros em duas categorias: “nós” (suspeita-se que sejam os petistas, os trabalhadores que apoiam o PT, o MST, os “movimentos sociais”, os “excluídos”) e “eles” (suspeita-se que sejam os tais “coxinhas”, a classe média tão odiada por Marilena Chauí, sacerdotisa-môr do culto lulo-petista, a “elite” que sempre desprezou os pobres). À esta divisão acrescenta-se a pregação do ódio entre as duas categorias. A política é vista como um jogo de soma zero, onde a vitória de um lado só  é alcançada com a liquidação do outro. É esta lógica sinistra que explica porque o governo petista acabou por gerar uma organização criminosa destinada a perpetuar o partido no poder a qualquer custo.

 

L6: ameaçar veladamente convocar a militância lulo-petista para a confrontação.

O que eles fizeram com esse ato de hoje foi fazer com que a partir da semana que vem… eu quero dizer aqui à CUT, ao PT, aos sem terra, ao PCdoB, que a partir da semana que vem me convidem que eu estarei disposto a andar esse país.

...só tem um jeito de a gente levantar a cabeça. É a gente não ter medo. É a gente levantar a cabeça e fazer com que eles sejam tratados igual todos nós somos tratados.

A partir da semana que vem quem quiser um discursinho do Lula é só acertar. Passagem de avião – não vai de ônibus que demora muito.

…se quiseram matar a jararaca, não bateram na cabeça. Bateram no rabo e a jararaca está viva como sempre esteve. 

COMENTÁRIO: Como todo cidadão brasileiro, Lula tem o direito constitucional de viajar pelo país e discursar para quem estiver disposto a ouvi-lo. É um líder carismático e seu partido conta com milhares de militantes fanáticos; por outro lado, grande parte da população está irritada com o governo e com o PT. Assim, discursos inflamatórios podem ocasionar conflitos violentos. Todos esperam que aos problemas que o Brasil já tem não se some mais este…