DANÇANDO CONFORME A MÚSICA: O BAIÃO DA ROUBALHEIRA

Muitos petistas costumam dizer que sempre houve corrupção no Brasil, e que eles não a inventaram. É verdade, mas nos governos petistas a corrupção tornou-se uma prática de gestão, utilizada de forma habitual,  generalizada e coordenada para governar o país. E, o que é pior,  a roubalheira sendo comandada pelo primeiro escalão do governo e, como tudo parece indicar, pelo próprio Presidente da República.

A corrupção foi adotada como forma de governo quando um político popular,  porém claramente desprovido de qualquer resquício de grandeza moral, foi eleito para a presidência da República. Sem maioria no Congresso, decidiu obter o apoio para a implantação de seu projeto ideológico pela maneira mais fácil: comprando-o.

Há muitos anos ouvi uma entrevista de Ciro Gomes, político de grande experiência, que em síntese dizia o seguinte: no Congresso, 10% dos parlamentares são extremamente honestos,  10% são irremediavelmente canalhas e 80% dançam conforme a música. Sem dúvida, Lula e muitos companheiros de sua confiança certamente sabiam disto, e o novo governo principiou a tocar animadamente o “Baião da Roubalheira” transformando o Estado brasileiro em uma organização criminosa.

O CPI (Corruption Perception Index – Índice de Percepção de Corrupção) é o indicador utilizado pela organização Transparência Internacional para avaliar quão corrupto é o setor público de um país. Esta avaliação se baseia na quantidade e dimensão dos casos de corrupção descobertos, na avaliação de especialistas em governança, etc. [1]. O índice varia de zero (extremamente corrupto) a 100 (extremamente íntegro); para o Brasil o CPI de 2015 foi de 38, o que colocava nosso país na 76ª posição entre os 168 avaliados.

Para colocar este valor  em contexto, seguem abaixo algumas comparações, mostrando outros países e, entre parênteses, o CPI de 2015.

  1. Mais íntegros:  Dinamarca (91), Finlândia (90), Suécia ((89), Nova Zelândia (88), Holanda (87) e Noruega (87), Suíça (86), Singapura(85), Canada (83), Alemanha (81), Luxemburgo (81), Reino Unido (81).
  2. Mais corruptos: Venezuela (17), Guiné-Bissau (17) e Haiti (17), Líbia (16) e Iraque (16), Sudão do Sul(15) e Angola (15), Sudão (12), Afeganistão (11), Somália (8) e Coréia do Norte (8).
  3. América do Sul: Uruguai (74), Chile (70), Brasil (38), Colômbia (37), Peru(36) e Suriname (36), Bolívia(34), Argentina(32) e Equador (32), Paraguai (27), Venezuela (17).

Em um post intitulado “O BRASIL E A CRISE (I) – AS RAÍZES DO MAL” publicado em 29/12/2015 eu concluía o texto com a seguinte frase:

“Esperemos a avaliação da Transparência Internacional para 2015, mas é possível que  o governo petista tenha transformado o Brasil em um dos países mais corruptos do  mundo, senão o mais corrupto de todos.”

Uma vez que os índices de 2015 levam em conta informações de 2014 e apenas parte de 2015, o Brasil ainda se manteve no pelotão intermediário dos corruptos. Porém os gigantescos escândalos descobertos desde a publicação do último relatório poderão nos colocar no desonroso grupo dos países reconhecidos como os mais corruptos de todo o mundo.

Além de vergonhosa, a avaliação “oficial” de que o Brasil é, de fato, um dos países onde o Estado é mais corrupto  se traduz em péssima propaganda, que desestimula investimentos externos.

E parece que tudo se encaminha para este resultado. Uma avaliação do jornal Financial Times revela que o Brasil é considerado o quarto pais mais corrupto do mundo, suplantado apenas pela Venezuela, Bolívia e Chade.

Não é de admirar que Venezuela e  Bolívia, os dois primeiros colocados no ranking da corrupção publicado pelo Financial Times, fossem até pouco tempo os preferidos da hierarquia petista. O BNDES enterrou bilhões de dólares de nossos impostos nestes pais, dinheiro que dificilmente voltará aos cofres públicos. Lula teve a desfaçatez de confirmar há algum tempo que encorajou o governo boliviano a desapropriar a refinaria da Petrobrás, uma atitude que só pode ser encarada como traição à Pátria.

A indignação de brasileiros honrados  fez com que  o Poder Judiciário se manifestasse.  Graças à  firmeza e espírito público de uma nova geração de magistrados e promotores, o esquema criminoso começou a ser desmontado. Corruptos e corruptores tem sido presos e condenados, algo até então inédito no país.

E espera-se que em breve o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva esteja atrás das grades, marcando o fim melancólico da era petista, que se iniciou em um clima de otimismo e esperança para a maioria dos brasileiros que nele votaram e termina em um desastre econômico de proporções inusitadas.
NOTAS
[1] Detalhes sobre o cálculo do CPI podem ser encontrados no site da Transparência Internacional.

AS “VÍTIMAS DA SOCIEDADE” E A LIBERDADE DE ESCOLHA: UMA PONDERAÇÃO

É inegável que a criminalidade no Brasil aumenta dia a dia.  A população apavorada tenta se defender como pode. Em todas as cidades, das capitais aos vilarejos do interior, o brasileiro se tranca atrás de grades, alarmes e cercas elétricas, evita sair após certas horas ou circular em algumas áreas. No Rio de Janeiro, onde existem extensas áreas dominadas pelo tráfico, um erro de percurso pode representar uma sentença de morte. 

Enquanto isso, a bandidagem se torna cada vez mais ousada. Os chefes do crime organizado, mesmo quando presos, continuam a comandar seus asseclas e volta e meia colocam de joelhos governos estaduais, promovendo atos de terrorismo, como por exemplo o incêndio de ônibus. Policiais são assassinados a sangue frio por marginais, que não demonstram nenhum respeito pela autoridade do Estado e estão absolutamente certos da impunidade. Os constantes assaltos a caixas eletrônicos demonstram a incapacidade das autoridades para controlar o acesso a explosivos de alto poder de destruição. As ações cinematográficas de grandes quadrilhas em ataques contra transportadoras de valores, usando armamento de guerra, mostram que o crime organizado atingiu, de fato, o status de exército guerrilheiro, capaz de desafiar abertamente as forças policiais e a um passo da confrontação com as Forças Armadas.

Não será surpresa se, em um futuro próximo, um destes esquadrões de assalto do crime organizado invadir uma guarnição militar e apossar-se do arsenal ali existente. Que resistência um bando de recrutas sem qualquer treinamento digno de nota poderia opor a um ataque de bandidos armados de metralhadoras e fuzis AK-47?

escolhasEste desenho, recebido em uma postagem do Facebook, e que me parece foi originalmente publicado no grupo Amigos da Rota nesta mesma rede social, retrata com perfeição o dilema que dificulta a formulação e disseminação de uma estratégia nacional unificada e  eficaz de segurança pública.

De fato a vida é feita de escolhas, mas será que as mesmas opções são oferecidas a todos os brasileiros?

É claro que não! O Estado brasileiro tem se mostrado historicamente incapaz de garantir a todos os seus cidadãos a igualdade de oportunidades. Para uma parcela muito significativa da população faltam condições mínimas para que possam buscar um futuro melhor. Uma coisa é optar entre o bem e o mal quando se tem uma família estruturada, mora-se em uma boa casa, tem-se acesso a um ensino de qualidade. Muito diferente é fazer esta escolha quando não se tem o respaldo de uma família, ou se mora em um barraco na favela dominada por traficantes, ou se estuda em uma escola cujas paredes ameaçam desabar sobre os alunos e professores.  

Por outro lado, transformar criminosos em “vítimas da sociedade”  é também uma atitude que escamoteia o verdadeiro problema e impossibilita a busca de uma solução possível. Nos parágrafos seguintes uso os termos sociedade e nação  significando o conjunto de todos os pouco mais de 200 milhões de brasileiros, cuja imensa, acachapante e esmagadora maioria jamais cometeu e jamais cometerá crimes graves, que trabalha e luta no dia a dia para sustentar a família e que não transforma o próximo em vítima de alguma injustiça, mas pelo contrário é solidária e ajuda seus concidadãos. Assim, penso ser inaceitável a ideia de que os criminosos são vítimas da sociedade, como se todos nós, brasileiros decentes e trabalhadores, fôssemos responsáveis pelo surgimento de marginais.

Então, onde está o verdadeiro problema? Por que a igualdade de oportunidades para todos os cidadãos parece um objetivo inalcançável para o Brasil? A resposta que me parece mais verdadeira é que no Brasil o Estado nunca representou de fato os interesses do povo brasileiro. A representação desses interesses foi sempre parcial e incompleta, seja nos períodos de ditadura, seja nos períodos de maior liberdade democrática.

Ao invés de estar a serviço do povo, empenhado na busca do bem comum, o Estado no Brasil é, em  medida variável ao longo do tempo, um ente que se serve do povo para perpetuar privilégios, propiciar o enriquecimento ilícito de pessoas desonestas e utilizar o dinheiro público em benefício de interesses particulares.

Esta face predatória do Estado se traduz não só pela roubalheira descarada. Evidencia-se também, por exemplo, no descaso pela eficiência e pela eficácia de muitos projetos e iniciativas públicas, nos marajás do funcionalismo, no número absurdo de cargos de confiança, nos inumeráveis privilégios e mordomias concedidas aos políticos, no foro especial,  na absoluta impunidade dos corruptos até o passado recentíssimo, enfim, uma extensa lista de imoralidades devidamente acobertadas pela Lei. Neste  cenário, o Estado se torna uma espécie de parasita, que suga a vitalidade da nação brasileira e a impede de tornar-se mais livre, justa e igualitária.  

O viés predatório do Estado esteve sempre presente, mas nunca se tornou  tão claro e  ultrajante quanto na última década. O projeto de eternização no poder levado a cabo pelo Partido dos Trabalhadores impulsionou as disfunções do Governo a tal ponto que alguns setores ainda não cooptados pela corrupção generalizada iniciaram uma reação. Com amplo apoio da sociedade, esta reação pode tornar-se o marco da transformação do Brasil em  uma nação do Primeiro Mundo.

Voltando à questão colocada pela figura, concluo que não se pode considerar os criminosos como vítimas da sociedade, mas sim como vítimas da ação do Estado que, embora hoje formalmente democrático, representa de maneira imperfeita a nação e frequentemente atua contra o bem comum para privilegiar determinados grupos.

A única solução possível é, através da consolidação da democracia e da participação dos homens de bem na política, colocar o Estado cada vez mais a serviço da nação, eliminando privilégios, acabando com a impunidade e evoluindo na direção de um país no qual todos sejam, de fato,  iguais perante a lei. Mas a reforma e a modernização do Estado brasileiro levarão muitos anos, talvez algumas décadas. E como fica a sociedade, ameaçada por criminosos cada vez mais organizados, ousados e violentos?

A vitimização dos malfeitores em nada contribui para resolver o problema. Esta consciência culpada contamina uma parcela significativa, ainda que de forma alguma majoritária, da sociedade. Mas se trata de minoria vocal e aguerrida, que ocupa posições estratégicas nos poderes Judiciário e Legislativo e tem força suficiente para bloquear quaisquer iniciativas que envolvam o fortalecimento das ações do Estado contra a marginalidade. Com a falsa ideia de que estão protegendo os pobres e os excluídos, impedem a modernização de um arcabouço legal desatualizado e excessivamente tolerante com os criminosos (Código Penal, Código de Processo Penal, Lei de Execuções Penais, por exemplo) e criam obstáculos ao uso legítimo da força  na medida exigida como resposta à violência da bandidagem. 

Na realidade, os que se opõe a uma ação mais efetiva do Estado no combate à criminalidade, enquanto detentor legal exclusivo do uso da força,  só contribuem para piorar a situação dos excluídos a quem dizem defender. Como consequência da passividade do Estado, a miséria, a ignorância e a criminalidade se perpetuam e, o que é ainda pior, comportam-se como um sistema realimentado positivamente, cuja saída tende a aumentar sempre, até um ponto de ruptura.  

Quanto mais o crime compensa, mais jovens passam a ver a ilegalidade como o melhor caminho para sair da miséria, mais aumenta o controle dos criminosos sobre as comunidades carentes, e mais se reduzem as oportunidades de escolha daqueles que optariam pelo caminho da honestidade se lhes fosse possível. 

Novamente, a única solução possível é, através da prática da democracia e da participação dos homens de bem na política, fazer valer a vontade do povo, tornando o crime uma atividade de altíssimo risco e de punição certa, severa e com forte poder de desestimular criminosos em potencial.

 

SOBRE A CULPA SOCIAL

A morte de uma criança de 10 anos pela polícia é uma tragédia que envergonha (ou devia envergonhar) todos os brasileiros que ainda possuem um mínimo de compaixão pelo próximo. Infelizmente, uma boa parte de nossa população  – basta acompanhar os comentários nas redes sociais – acredita firmemente que o garoto teve o que merecia e que o certo é mesmo “matar no ninho” possíveis futuros delinquentes. Isto mostra até que ponto a barbárie que se instalou no Brasil, um dos países mais violentos do planeta, está destruindo a alma de nosso povo. 

Já a questão da culpa social é mais complicada. Está sobejamente provado que o brasileiro arca com uma das maiores cargas tributárias do mundo, e no entanto o retorno que recebemos pelos impostos é irrisório. Não temos nem saúde, nem educação, nem segurança; o Executivo,  em todos os seus níveis é ineficiente e corrupto; o Legislativo, também em todos os seus níveis, está infestado de malfeitores e não consegue avançar as reformas essenciais para que o país volte a crescer; o Judiciário parece um pouco menos afetado pela corrupção, mas está minado pela ineficiência e historicamente submisso aos poderosos, que se sentem acima da Lei. 

A Constituição Federal transborda de boas intenções, semelhantes às que calçam o Inferno. Mas boas intenções não resolvem problemas; o que resolve são recursos aplicados com eficiência e honestidade pelo Poder Público.  

Porém, ao longo de décadas, construiu-se no Brasil um arcabouço legal que, entre outros malefícios, garante privilégios injustificáveis a categorias específicas, promove a impunidade dos ricos e poderosos, reduz a nada o dever que os políticos deveriam ter de prestar contas aos eleitores e por aí vai. Isto foi obra de uma classe política (a elite predatória?) cujos integrantes, em sua esmagadora maioria, nunca tiveram o bem-comum como objetivo, sempre usaram o Estado para locupletar-se e criaram um sistema que garante a perpetuação destes vícios.  

Assim, não acredito que a sociedade como um todo seja culpada pela morte do garoto, pois se o que eu e os milhões de brasileiros pagamos de impostos caísse nas mãos de um governo decente, provavelmente o Ítalo estaria vivo, estudando e brincando com seus amiguinhos, construindo um futuro digno para si e para a família que teria algum dia.

UM FILÓSOFO NO “CALDEIRÃO”

Costumo assistir televisão usando meu laptop ao mesmo tempo; fico mais concentrado no computador e olho para a TV quando ouço algo que me chama a atenção. Pois ontem eu “assistia” o “Caldeirão do Huck” na TV Globo quando ouvi o apresentador mencionar que o professor Michael Sandel participaria do programa. Na hora pensei ter entendido errado, mas de fato o conceituado filósofo e professor de Harvard mediou uma interessante discussão sobre ética e o “jeitinho” brasileiro, que pode ser acessada (e podem ter certeza de que vale a pena assistir!) através deste link.

Luciano Huck falou um pouco sobre o currículo do inédito convidado, mas não havia tempo disponível para entrar em muitos detalhes. Tenho tido algum contato com o trabalho do Dr. Sandel, e passei a admirá-lo por sua extraordinária capacidade de explicar de maneira clara assuntos extremamente complicados, uma característica que fica patente em seus escritos e nas aulas que ministra.

Sua obra mais famosa se chama “Justice: What’s the Right Thing to Do?”, traduzida para vários idiomas, inclusive o português (Justiça – O Que É Fazer a Coisa Certa?, Editora Civilização Brasileira). Esta obra seria, digamos, o livro texto para o curso “Justice” que o professor ministra em Harvard e que é considerado um dos mais populares da história da universidade, chegando a contar com mais de 1000 alunos em uma turma!

Versões deste curso estão disponíveis na internet, inclusive na plataforma edX através da qual é possível completar as atividades requeridas e interagir com outros participantes espalhados ao redor do mundo. A ementa do curso o descreve assim:

“Este curso é uma introdução à filosofia moral e política. Ele explora as teorias clássicas e contemporâneas sobre a justiça e aplica estas teorias a controvérsias legais e políticas da atualidade. Os tópicos abordados incluem quotas raciais, distribuição de renda, uniões homo afetivas, o papel dos mercados, debates sobre direitos humanos e direitos de propriedade, argumentos a favor e contra a igualdade e dilemas sobre o patriotismo na vida pública e privada. O curso estimula os alunos a submeter seus próprios pontos de vista sobre estes assuntos controversos ao exame crítico de outros colegas. As leituras principais são textos de Aristóteles, John Locke, Immanuel Kant, John Stuart Mill e John Rawls. Lemos também trechos de alguns processos judiciais contemporâneos e artigos sobre assuntos políticos que levantam questões filosóficas.”

São 14 semanas, durante as quais há tópicos para discussão, cinco testes e um exame final; os fóruns para debate das questões estão disponíveis em inglês, chinês, espanhol, português, e alemão, refletindo a diversidade cultural do público.

A produção acadêmica de Michael Sandel é de altíssimo nível, como seria de se esperar de um professor de Harvard. Ele tem sido descrito, talvez com certo exagero, como “o mais relevante dos filósofos vivos”. Mas há muitos professores que são autoridades em sua área de conhecimento, mas não tem nenhuma didática; ao invés de estimular os alunos ao estudo e ao aprendizado, transformam as aulas em uma chatice interminável, que só se suporta por estrita necessidade. Quem não se lembra de ter tido um ou mais professores assim?

O professor Sandel é o oposto. Sua didática é fantástica e fica-se ansioso para ouvir a próxima palestra. Foi o único curso que fiz em minha vida no qual o professor foi interrompido em mais de uma ocasião pelos aplausos dos alunos! O material é mesmo excelente.

Atualmente Michael Sandel está conduzindo um programa trimestral na BBC 4, com um formato similar ao usado no programa do Luciano Huck. Chama-se “The Global Philosopher” e ele atua como moderador do debate de uma questão da atualidade; os participantes estão espalhados pelos cinco continentes. O primeiro programa foi dia 26/03 e o assunto discutido foi imigração (“Should Borders Matter?”); o vídeo pode ser assistido acessando este link. O próximo programa está marcado para 07/07/2016 e o tema será a mudança climática.

MAIS UM…

O JusBrasil noticiou recentemente a morte de um jovem advogado, esfaqueado por um cidadão contra o qual um de seus clientes movia uma cobrança no valor de R$2500,00 (dois mil e quinhentos reais). O que se pode dizer?

A vida humana vale não vale mais nada neste triste  país. O jovem advogado é mais uma das vítimas da violência desenfreada que a sociedade brasileira,  em especial pela estupidez de suas elites,  permitiu que aqui se instalasse.

Há pelo menos 30 anos a violência homicida vem aumentando no Brasil e em 2015 inacreditáveis 56000 brasileiros foram assassinados. Os criminosos são a cada dia mais cruéis  e muitas vezes liquidam suas vítimas, após estas terem entregue todos os seus pertences, apenas pelo prazer  de praticar o mal.  Cidadãos comuns, quando propensos à violência, matam pelos motivos mais fúteis: uma discussão sobre futebol, uma vaga no estacionamento, uma dívida irrisória.

Na raiz desta desgraça estão a incompetência do governo em implementar uma política de segurança eficaz, a indiferença  de nossos legisladores para com o problema,  a ineficiência  das polícias (a quem  faltam,  em graus diversos, armas, equipamentos, laboratórios,  treinamento,  etc.)  e a brandura com que nossa lei penal trata os criminosos.

A vida de um jovem que mal iniciara sua carreira foi destruída; ele nunca terá seu escritório, não se tornará um profissional respeitado, não verá seus filhos e netos nascerem e crescerem, não rezará no túmulo de seus pais, como  se espera pela lei natural. Tudo isto,  e muito mais, lhe foi tirado pelo assassino. Para os pais, somente a dor e o vazio; não há sofrimento maior para um pai ou mãe do que enterrar um filho;

O assassino do jovem Bruno  teria, estatisticamente, 92% de chances de não ser incomodado pela polícia, uma vez que apenas 8% dos homicídios ocorridos no Brasil são solucionados. Como neste caso o autor já é conhecido, e o crime teve alguma repercussão, é possível que seja preso. Supondo que isto de fato aconteça, o assassino provavelmente responderá ao processo em liberdade. Se puder pagar bons advogados, estes conseguirão adiar o prisão por anos e anos (o assassino confesso Antônio Pimenta Neves conseguiu ficar 11 anos em liberdade após o crime). Se e quando,  finalmente,  for  julgado  será condenado a uma pena de no máximo  30 anos, e ficará não mais que seis ou sete anos preso em regime fechado.

Isto é Justiça?

UMA TÊNUE ESPERANÇA…

Uma inesperada reviravolta marcou a discussão sobre a redução da maioridade penal na Câmara dos Deputados, que finalmente resolveu atender os reclamos da imensa maioria dos cidadãos. O que a população deseja, repetindo o que já escrevi antes, não é nem vingança, nem o encarceramento indiscriminado de adolescentes. É apenas o fim da impunidade para assassinos cruéis, que são uma parcela ínfima dos mais de 10.000.000 de jovens brasileiros entre 16 e 18 anos.

Qualquer pessoa medianamente esclarecida tem plena consciência que a redução da maioridade penal não vai resolver o problema da violência no Brasil, mas é medida que tem grande valor simbólico ao indicar que a sociedade como um todo está farta da impunidade.

Analisando as duas votações, observa-se que de uma votação para a outra o “SIM” ganhou 20 votos e o “NÃO” perdeu 29.

OPÇÃO DO DEPUTADO VOTAÇÃO DIFERENÇA
PRIMEIRA SEGUNDA
SIM 303 323 20
NÃO 184 155 -29
ABSTENÇÃO 3 2 -1
ART. 17 1 1 0
AUSENTE 22 28 6
OBSTRUÇÃO 0 4 4
TOTAL 513 513

Verificando como os deputados agiram e votaram na apreciação da emenda na primeira e na segunda votação, fica a impressão que alguns deles perceberam o alto custo político e eleitoral de contrariar de forma tão evidente a vontade do povo. Veja a tabela abaixo, onde isto fica claro: nada menos que 21 deputados que haviam votado contra aa redução na primeira vez votaram a favor na segunda oportunidade; três que optaram por abster-se na primeira votação posicionaram-se a favor da emenda na segunda e assim por diante.

NÚMERO DE DEPUTADOS VOTAÇÃO
PRIMEIRA SEGUNDA
3 ABSTENÇÃO SIM
6 AUSENTE SIM
1 NÃO ABSTENÇÃO
5 NÃO AUSENTE
4 NÃO OBSTRUÇÃO
21 NÃO SIM
1 SIM ABSTENÇÃO
7 SIM AUSENTE
2 SIM NÃO
16 AUSENTE AUSENTE
153 NÃO NÃO
293 SIM SIM

Finalmente, segue a lista dos 513 deputados federais, mostrando como cada um deles agiu na primeira e na segunda votação; compilei esta tabela a partir de informações obtidas no Portal da Câmara. Se você tiver interesse no assunto, deixe os deputados de seu estado saber o que você pensa; é assim que funciona a democracia.

DEPUTADO FEDERAL UF PARTIDO VOTAÇÃO AGIU OU VOTOU
PRIMEIRA SEGUNDA
ALAN RICK AC PRB Sim Sim IGUAL
ANGELIM AC PT Não Não IGUAL
CÉSAR MESSIAS AC PSB Não Não IGUAL
FLAVIANO MELO AC PMDB Sim Sim IGUAL
JÉSSICA SALES AC PMDB Sim Sim IGUAL
LEO DE BRITO AC PT Não Não IGUAL
ROCHA AC PSDB Sim Sim IGUAL
SIBÁ MACHADO AC PT Não Não IGUAL
ARTHUR LIRA AL PP Sim Sim IGUAL
CÍCERO ALMEIDA AL PRTB Sim Sim IGUAL
GIVALDO CARIMBÃO AL PROS Não Não IGUAL
JHC AL Solidariedade Não Sim DIFERENTE
MARX BELTRÃO AL PMDB Sim Sim IGUAL
MAURÍCIO QUINTELLA LESSA AL PR Sim Sim IGUAL
PAULÃO AL PT Não Não IGUAL
PEDRO VILELA AL PSDB Sim Sim IGUAL
RONALDO LESSA AL PDT Não Não IGUAL
ALFREDO NASCIMENTO AM PR Ausente Ausente IGUAL
ARTHUR VIRGÍLIO BISNETO AM PSDB Sim Sim IGUAL
ÁTILA LINS AM PSD Sim Sim IGUAL
CONCEIÇÃO SAMPAIO AM PP Não Não IGUAL
HISSA ABRAHÃO AM PPS Não Não IGUAL
MARCOS ROTTA AM PMDB Sim Sim IGUAL
PAUDERNEY AVELINO AM DEM Sim Sim IGUAL
SILAS CÂMARA AM PSD Ausente Ausente IGUAL
ANDRÉ ABDON AP PRB Sim Sim IGUAL
CABUÇU BORGES AP PMDB Ausente Sim DIFERENTE
JANETE CAPIBERIBE AP PSB Não Não IGUAL
JOZI ROCHA AP PTB Sim Sim IGUAL
MARCOS REATEGUI AP PSC Não Sim DIFERENTE
PROFESSORA MARCIVANIA AP PT Não Não IGUAL
ROBERTO GÓES AP PDT Não Não IGUAL
VINICIUS GURGEL AP PR Sim Sim IGUAL
AFONSO FLORENCE BA PT Não Não IGUAL
ALICE PORTUGAL BA PCdoB Não Ausente DIFERENTE
ANTONIO BRITO BA PTB Não Não IGUAL
ANTONIO IMBASSAHY BA PSDB Sim Sim IGUAL
ARTHUR OLIVEIRA MAIA BA Solidariedade Sim Sim IGUAL
BACELAR BA PTN Não Não IGUAL
BEBETO BA PSB Não Não IGUAL
BENITO GAMA BA PTB Sim Sim IGUAL
CACÁ LEÃO BA PP Sim Sim IGUAL
CAETANO BA PT Não Não IGUAL
CLAUDIO CAJADO BA DEM Sim Sim IGUAL
DANIEL ALMEIDA BA PCdoB Não Não IGUAL
DAVIDSON MAGALHÃES BA PCdoB Não Não IGUAL
ELMAR NASCIMENTO BA DEM Sim Sim IGUAL
ERIVELTON SANTANA BA PSC Sim Sim IGUAL
FÉLIX MENDONÇA JÚNIOR BA PDT Não Não IGUAL
FERNANDO TORRES BA PSD Não Não IGUAL
IRMÃO LAZARO BA PSC Ausente Sim DIFERENTE
JOÃO CARLOS BACELAR BA PR Sim Ausente DIFERENTE
JOÃO GUALBERTO BA PSDB Sim Sim IGUAL
JORGE SOLLA BA PT Não Não IGUAL
JOSÉ CARLOS ALELUIA BA DEM Sim Sim IGUAL
JOSÉ CARLOS ARAÚJO BA PSD Sim Sim IGUAL
JOSÉ NUNES BA PSD Sim Sim IGUAL
JOSÉ ROCHA BA PR Sim Sim IGUAL
JUTAHY JUNIOR BA PSDB Sim Sim IGUAL
LUCIO VIEIRA LIMA BA PMDB Sim Sim IGUAL
MÁRCIO MARINHO BA PRB Sim Sim IGUAL
MÁRIO NEGROMONTE JR. BA PP Sim Sim IGUAL
MOEMA GRAMACHO BA PT Não Não IGUAL
PAULO AZI BA DEM Sim Sim IGUAL
PAULO MAGALHÃES BA PSD Não Não IGUAL
ROBERTO BRITTO BA PP Sim Sim IGUAL
RONALDO CARLETTO BA PP Sim Sim IGUAL
SÉRGIO BRITO BA PSD Sim Sim IGUAL
TIA ERON BA PRB Sim Sim IGUAL
ULDURICO JUNIOR BA PTC Não Não IGUAL
VALMIR ASSUNÇÃO BA PT Não Não IGUAL
WALDENOR PEREIRA BA PT Não Não IGUAL
ADAIL CARNEIRO CE PHS Não Não IGUAL
ANDRÉ FIGUEIREDO CE PDT Não Não IGUAL
ANÍBAL GOMES CE PMDB Sim Sim IGUAL
ANTONIO BALHMANN CE PROS Sim Sim IGUAL
ARNON BEZERRA CE PTB Sim Não DIFERENTE
CABO SABINO CE PR Sim Sim IGUAL
CHICO LOPES CE PCdoB Não Não IGUAL
DANILO FORTE CE PMDB Sim Sim IGUAL
DOMINGOS NETO CE PROS Não Ausente DIFERENTE
GENECIAS NORONHA CE Solidariedade Sim Ausente DIFERENTE
GORETE PEREIRA CE PR Sim Sim IGUAL
JOSÉ AIRTON CIRILO CE PT Não Não IGUAL
JOSÉ GUIMARÃES CE PT Não Não IGUAL
LEÔNIDAS CRISTINO CE PROS Não Não IGUAL
LUIZIANNE LINS CE PT Não Não IGUAL
MACEDO CE PSL Ausente Ausente IGUAL
MORONI TORGAN CE DEM Sim Sim IGUAL
MOSES RODRIGUES CE PPS Sim Sim IGUAL
ODORICO MONTEIRO CE PT Não Não IGUAL
RAIMUNDO GOMES DE MATOS CE PSDB Sim Sim IGUAL
RONALDO MARTINS CE PRB Sim Sim IGUAL
VITOR VALIM CE PMDB Sim Sim IGUAL
ALBERTO FRAGA DF DEM Sim Sim IGUAL
AUGUSTO CARVALHO DF Solidariedade Não Não IGUAL
ERIKA KOKAY DF PT Não Não IGUAL
IZALCI DF PSDB Sim Sim IGUAL
LAERTE BESSA DF PR Sim Sim IGUAL
ROGÉRIO ROSSO DF PSD Sim Sim IGUAL
RONALDO FONSECA DF PROS Sim Sim IGUAL
RONEY NEMER DF PMDB Sim Sim IGUAL
CARLOS MANATO ES Solidariedade Sim Sim IGUAL
DR. JORGE SILVA ES PROS Não Sim DIFERENTE
EVAIR DE MELO ES PV Não Sim DIFERENTE
GIVALDO VIEIRA ES PT Não Não IGUAL
HELDER SALOMÃO ES PT Não Não IGUAL
LELO COIMBRA ES PMDB Não Não IGUAL
MARCUS VICENTE ES PP Sim Sim IGUAL
MAX FILHO ES PSDB Não Não IGUAL
PAULO FOLETTO ES PSB Não Sim DIFERENTE
SERGIO VIDIGAL ES PDT Não Não IGUAL
ALEXANDRE BALDY GO PSDB Sim Sim IGUAL
CÉLIO SILVEIRA GO PSDB Sim Sim IGUAL
DANIEL VILELA GO PMDB Sim Sim IGUAL
DELEGADO WALDIR GO PSDB Sim Sim IGUAL
FÁBIO SOUSA GO PSDB Sim Sim IGUAL
FLÁVIA MORAIS GO PDT Não Não IGUAL
GIUSEPPE VECCI GO PSDB Sim Sim IGUAL
HEULER CRUVINEL GO PSD Sim Sim IGUAL
JOÃO CAMPOS GO PSDB Sim Sim IGUAL
JOVAIR ARANTES GO PTB Sim Sim IGUAL
LUCAS VERGILIO GO Solidariedade Sim Sim IGUAL
MAGDA MOFATTO GO PR Sim Sim IGUAL
MARCOS ABRÃO GO PPS Não Sim DIFERENTE
PEDRO CHAVES GO PMDB Sim Sim IGUAL
ROBERTO BALESTRA GO PP Sim Sim IGUAL
RUBENS OTONI GO PT Não Não IGUAL
SANDES JÚNIOR GO PP Sim Sim IGUAL
ALBERTO FILHO MA PMDB Sim Sim IGUAL
ALUISIO MENDES MA PSDC Sim Sim IGUAL
ANDRÉ FUFUCA MA PEN Sim Sim IGUAL
CLEBER VERDE MA PRB Sim Sim IGUAL
ELIZIANE GAMA MA PPS Não Não IGUAL
HILDO ROCHA MA PMDB Sim Sim IGUAL
JOÃO CASTELO MA PSDB Sim Sim IGUAL
JOÃO MARCELO SOUZA MA PMDB Não Não IGUAL
JOSÉ REINALDO MA PSB Sim Sim IGUAL
JUNIOR MARRECA MA PEN Sim Sim IGUAL
JUSCELINO FILHO MA PRP Sim Sim IGUAL
PEDRO FERNANDES MA PTB Não Não IGUAL
RUBENS PEREIRA JÚNIOR MA PCdoB Não Não IGUAL
SARNEY FILHO MA PV Não Não IGUAL
VICTOR MENDES MA PV Ausente Ausente IGUAL
WALDIR MARANHÃO MA PP Não Sim DIFERENTE
WEVERTON ROCHA MA PDT Não Não IGUAL
ZÉ CARLOS MA PT Não Não IGUAL
ADELMO CARNEIRO LEÃO MG PT Não Não IGUAL
ADEMIR CAMILO MG PROS Sim Sim IGUAL
AELTON FREITAS MG PR Sim Sim IGUAL
BILAC PINTO MG PR Sim Sim IGUAL
BONIFÁCIO DE ANDRADA MG PSDB Sim Sim IGUAL
BRUNNY MG PTC Sim Sim IGUAL
CAIO NARCIO MG PSDB Sim Sim IGUAL
CARLOS MELLES MG DEM Sim Sim IGUAL
DÂMINA PEREIRA MG PMN Sim Sim IGUAL
DELEGADO EDSON MOREIRA MG PTN Sim Sim IGUAL
DIEGO ANDRADE MG PSD Sim Sim IGUAL
DIMAS FABIANO MG PP Sim Sim IGUAL
DOMINGOS SÁVIO MG PSDB Sim Sim IGUAL
EDUARDO BARBOSA MG PSDB Não Não IGUAL
EROS BIONDINI MG PTB Não Sim DIFERENTE
FÁBIO RAMALHO MG PV Não Não IGUAL
GABRIEL GUIMARÃES MG PT Não Não IGUAL
JAIME MARTINS MG PSD Sim Sim IGUAL
JÔ MORAES MG PCdoB Não Não IGUAL
JÚLIO DELGADO MG PSB Não Abstenção DIFERENTE
LAUDIVIO CARVALHO MG PMDB Sim Sim IGUAL
LEONARDO MONTEIRO MG PT Não Não IGUAL
LEONARDO QUINTÃO MG PMDB Sim Sim IGUAL
LINCOLN PORTELA MG PR Sim Sim IGUAL
LUIS TIBÉ MG PTdoB Sim Sim IGUAL
LUIZ FERNANDO FARIA MG PP Sim Sim IGUAL
MARCELO ÁLVARO ANTÔNIO MG PRP Sim Sim IGUAL
MARCELO ARO MG PHS Sim Sim IGUAL
MARCOS MONTES MG PSD Sim Sim IGUAL
MARCUS PESTANA MG PSDB Sim Sim IGUAL
MARGARIDA SALOMÃO MG PT Não Não IGUAL
MÁRIO HERINGER MG PDT Não Não IGUAL
MAURO LOPES MG PMDB Sim Ausente DIFERENTE
MISAEL VARELLA MG DEM Sim Sim IGUAL
NEWTON CARDOSO JR MG PMDB Ausente Ausente IGUAL
ODELMO LEÃO MG PP Sim Sim IGUAL
PADRE JOÃO MG PT Não Não IGUAL
PASTOR FRANKLIN MG PTdoB Sim Sim IGUAL
PAULO ABI-ACKEL MG PSDB Sim Sim IGUAL
RAQUEL MUNIZ MG PSC Sim Sim IGUAL
REGINALDO LOPES MG PT Não Não IGUAL
RENZO BRAZ MG PP Sim Sim IGUAL
RODRIGO DE CASTRO MG PSDB Sim Sim IGUAL
RODRIGO PACHECO MG PMDB Ausente Ausente IGUAL
SARAIVA FELIPE MG PMDB Não Não IGUAL
SILAS BRASILEIRO MG PMDB Ausente Sim DIFERENTE
STEFANO AGUIAR MG PSB Sim Sim IGUAL
SUBTENENTE GONZAGA MG PDT Não Sim DIFERENTE
TENENTE LÚCIO MG PSB Não Não IGUAL
TONINHO PINHEIRO MG PP Sim Sim IGUAL
WADSON RIBEIRO MG PCdoB Não Não IGUAL
WELITON PRADO MG PT Sim Sim IGUAL
ZÉ SILVA MG Solidariedade Sim Sim IGUAL
CARLOS MARUN MS PMDB Sim Sim IGUAL
DAGOBERTO MS PDT Não Não IGUAL
ELIZEU DIONIZIO MS Solidariedade Sim Sim IGUAL
GERALDO RESENDE MS PMDB Sim Sim IGUAL
MANDETTA MS DEM Não Sim DIFERENTE
TEREZA CRISTINA MS PSB Não Sim DIFERENTE
VANDER LOUBET MS PT Não Ausente DIFERENTE
ZECA DO PT MS PT Ausente Ausente IGUAL
ADILTON SACHETTI MT PSB Sim Sim IGUAL
CARLOS BEZERRA MT PMDB Não Não IGUAL
EZEQUIEL FONSECA MT PP Sim Sim IGUAL
FABIO GARCIA MT PSB Sim Sim IGUAL
NILSON LEITÃO MT PSDB Sim Sim IGUAL
PROFESSOR VICTÓRIO GALLI MT PSC Sim Sim IGUAL
SÁGUAS MORAES MT PT Não Não IGUAL
VALTENIR PEREIRA MT PROS Sim Sim IGUAL
ARNALDO JORDY PA PPS Não Não IGUAL
BETO FARO PA PT Não Não IGUAL
BETO SALAME PA PROS Não Não IGUAL
DELEGADO ÉDER MAURO PA PSD Sim Sim IGUAL
EDMILSON RODRIGUES PA PSOL Não Obstrução DIFERENTE
ELCIONE BARBALHO PA PMDB Não Não IGUAL
FRANCISCO CHAPADINHA PA PSD Sim Ausente DIFERENTE
HÉLIO LEITE PA DEM Sim Sim IGUAL
JOAQUIM PASSARINHO PA PSD Sim Sim IGUAL
JOSÉ PRIANTE PA PMDB Ausente Ausente IGUAL
JOSUÉ BENGTSON PA PTB Sim Sim IGUAL
JÚLIA MARINHO PA PSC Sim Sim IGUAL
LÚCIO VALE PA PR Sim Sim IGUAL
NILSON PINTO PA PSDB Sim Sim IGUAL
SIMONE MORGADO PA PMDB Não Não IGUAL
WLADIMIR COSTA PA SD Ausente Ausente IGUAL
ZÉ GERALDO PA PT Não Não IGUAL
AGUINALDO RIBEIRO PB PP Ausente Ausente IGUAL
BENJAMIN MARANHÃO PB Solidariedade Sim Sim IGUAL
DAMIÃO FELICIANO PB PDT Não Não IGUAL
EFRAIM FILHO PB DEM Sim Sim IGUAL
HUGO MOTTA PB PMDB Sim Sim IGUAL
LUIZ COUTO PB PT Não Não IGUAL
MANOEL JUNIOR PB PMDB Sim Sim IGUAL
PEDRO CUNHA LIMA PB PSDB Sim Sim IGUAL
RÔMULO GOUVEIA PB PSD Sim Sim IGUAL
VENEZIANO VITAL DO RÊGO PB PMDB Sim Sim IGUAL
WELLINGTON ROBERTO PB PR Sim Ausente DIFERENTE
WILSON FILHO PB PTB Sim Sim IGUAL
ADALBERTO CAVALCANTI PE PTB Sim Sim IGUAL
ANDERSON FERREIRA PE PR Sim Sim IGUAL
AUGUSTO COUTINHO PE Solidariedade Sim Sim IGUAL
BETINHO GOMES PE PSDB Não Não IGUAL
BRUNO ARAÚJO PE PSDB Sim Sim IGUAL
CARLOS EDUARDO CADOCA PE PCdoB Não Não IGUAL
DANIEL COELHO PE PSDB Sim Sim IGUAL
EDUARDO DA FONTE PE PP Sim Sim IGUAL
FERNANDO COELHO FILHO PE PSB Não Não IGUAL
FERNANDO MONTEIRO PE PP Sim Sim IGUAL
GONZAGA PATRIOTA PE PSB Sim Sim IGUAL
JARBAS VASCONCELOS PE PMDB Não Não IGUAL
JOÃO FERNANDO COUTINHO PE PSB Não Não IGUAL
JORGE CÔRTE REAL PE PTB Sim Sim IGUAL
KAIO MANIÇOBA PE PHS Não Sim DIFERENTE
LUCIANA SANTOS PE PCdoB Não Não IGUAL
MARINALDO ROSENDO PE PSB Sim Sim IGUAL
MENDONÇA FILHO PE DEM Sim Sim IGUAL
PASTOR EURICO PE PSB Sim Sim IGUAL
RAUL JUNGMANN PE PPS Não Não IGUAL
RICARDO TEOBALDO PE PTB Sim Sim IGUAL
SILVIO COSTA PE PSC Não Não IGUAL
TADEU ALENCAR PE PSB Não Não IGUAL
WOLNEY QUEIROZ PE PDT Não Não IGUAL
ZECA CAVALCANTI PE PTB Sim Sim IGUAL
ASSIS CARVALHO PI PT Ausente Ausente IGUAL
ÁTILA LIRA PI PSB Não Não IGUAL
HERÁCLITO FORTES PI PSB Abstenção Sim DIFERENTE
IRACEMA PORTELLA PI PP Ausente Sim DIFERENTE
JOSÉ MAIA FILHO PI Solidariedade Não Não IGUAL
JÚLIO CESAR PI PSD Sim Sim IGUAL
MARCELO CASTRO PI PMDB Sim Abstenção DIFERENTE
PAES LANDIM PI PTB Sim Sim IGUAL
RODRIGO MARTINS PI PSB Ausente Ausente IGUAL
SILAS FREIRE PI PR Sim Sim IGUAL
ALEX CANZIANI PR PTB Não Não IGUAL
ALFREDO KAEFER PR PSDB Sim Sim IGUAL
ALIEL MACHADO PR PCdoB Não Não IGUAL
ASSIS DO COUTO PR PT Não Não IGUAL
CHRISTIANE DE SOUZA YARED PR PTN Não Não IGUAL
DIEGO GARCIA PR PHS Não Não IGUAL
DILCEU SPERAFICO PR PP Sim Sim IGUAL
EDMAR ARRUDA PR PSC Sim Sim IGUAL
ENIO VERRI PR PT Não Não IGUAL
EVANDRO ROMAN PR PSD Sim Sim IGUAL
FERNANDO FRANCISCHINI PR Solidariedade Sim Sim IGUAL
GIACOBO PR PR Sim Sim IGUAL
HERMES PARCIANELLO PR PMDB Sim Sim IGUAL
JOÃO ARRUDA PR PMDB Não Não IGUAL
LEANDRE PR PV Sim Sim IGUAL
LEOPOLDO MEYER PR PSB Não Não IGUAL
LUCIANO DUCCI PR PSB Sim Sim IGUAL
LUIZ CARLOS HAULY PR PSDB Sim Sim IGUAL
LUIZ NISHIMORI PR PR Sim Sim IGUAL
MARCELO BELINATI PR PP Sim Sim IGUAL
NELSON MEURER PR PP Sim Sim IGUAL
OSMAR SERRAGLIO PR PMDB Sim Sim IGUAL
RICARDO BARROS PR PP Não Não IGUAL
ROSSONI PR PSDB Sim Sim IGUAL
RUBENS BUENO PR PPS Não Não IGUAL
SANDRO ALEX PR PPS Sim Sim IGUAL
SERGIO SOUZA PR PMDB Sim Sim IGUAL
TAKAYAMA PR PSC Ausente Sim DIFERENTE
TONINHO WANDSCHEER PR PT Não Ausente DIFERENTE
ZECA DIRCEU PR PT Não Não IGUAL
ALESSANDRO MOLON RJ PT Não Não IGUAL
ALEXANDRE SERFIOTIS RJ PSD Sim Sim IGUAL
ALEXANDRE VALLE RJ PRP Ausente Ausente IGUAL
ALTINEU CÔRTES RJ PR Sim Sim IGUAL
AUREO RJ Solidariedade Não Não IGUAL
BENEDITA DA SILVA RJ PT Não Não IGUAL
CABO DACIOLO RJ Sem Partido Não Não IGUAL
CELSO JACOB RJ PMDB Sim Sim IGUAL
CELSO PANSERA RJ PMDB Não Não IGUAL
CHICO ALENCAR RJ PSOL Não Obstrução DIFERENTE
CHICO D’ANGELO RJ PT Não Não IGUAL
CLARISSA GAROTINHO RJ PR Não Não IGUAL
CRISTIANE BRASIL RJ PTB Sim Sim IGUAL
DELEY RJ PTB Não Ausente DIFERENTE
DR. JOÃO RJ PR Sim Sim IGUAL
EDUARDO CUNHA RJ PMDB Art. 17 Art. 17 IGUAL
EZEQUIEL TEIXEIRA RJ Solidariedade Sim Sim IGUAL
FELIPE BORNIER RJ PSD Sim Sim IGUAL
FERNANDO JORDÃO RJ PMDB Sim Sim IGUAL
FRANCISCO FLORIANO RJ PR Sim Ausente DIFERENTE
GLAUBER BRAGA RJ PSB Não Não IGUAL
HUGO LEAL RJ PROS Não Não IGUAL
INDIO DA COSTA RJ PSD Sim Sim IGUAL
JAIR BOLSONARO RJ PP Sim Sim IGUAL
JANDIRA FEGHALI RJ PCdoB Não Não IGUAL
JEAN WYLLYS RJ PSOL Não Obstrução DIFERENTE
JULIO LOPES RJ PP Sim Sim IGUAL
LEONARDO PICCIANI RJ PMDB Sim Sim IGUAL
LUIZ CARLOS RAMOS RJ PSDC Sim Sim IGUAL
LUIZ SÉRGIO RJ PT Não Não IGUAL
MARCELO MATOS RJ PDT Abstenção Sim DIFERENTE
MARCOS SOARES RJ PR Sim Sim IGUAL
MARQUINHO MENDES RJ PMDB Sim Sim IGUAL
MIRO TEIXEIRA RJ PROS Não Não IGUAL
OTAVIO LEITE RJ PSDB Sim Sim IGUAL
PAULO FEIJÓ RJ PR Sim Sim IGUAL
ROBERTO SALES RJ PRB Sim Sim IGUAL
RODRIGO MAIA RJ DEM Sim Sim IGUAL
ROSANGELA GOMES RJ PRB Sim Sim IGUAL
SERGIO ZVEITER RJ PSD Ausente Ausente IGUAL
SIMÃO SESSIM RJ PP Sim Sim IGUAL
SORAYA SANTOS RJ PMDB Sim Sim IGUAL
SÓSTENES CAVALCANTE RJ PSD Sim Sim IGUAL
WADIH DAMOUS RJ PT Não Não IGUAL
WALNEY ROCHA RJ PTB Sim Sim IGUAL
WASHINGTON REIS RJ PMDB Não Não IGUAL
ANTÔNIO JÁCOME RN PMN Sim Sim IGUAL
BETO ROSADO RN PP Sim Sim IGUAL
FÁBIO FARIA RN PSD Sim Sim IGUAL
FELIPE MAIA RN DEM Sim Sim IGUAL
RAFAEL MOTTA RN PROS Não Sim DIFERENTE
ROGÉRIO MARINHO RN PSDB Ausente Sim DIFERENTE
WALTER ALVES RN PMDB Sim Sim IGUAL
ZENAIDE MAIA RN PR Não Não IGUAL
EXPEDITO NETTO RO Solidariedade Não Sim DIFERENTE
LINDOMAR GARÇON RO PMDB Abstenção Sim DIFERENTE
LUCIO MOSQUINI RO PMDB Sim Sim IGUAL
LUIZ CLÁUDIO RO PR Sim Sim IGUAL
MARCOS ROGÉRIO RO PDT Sim Sim IGUAL
MARIANA CARVALHO RO PSDB Sim Sim IGUAL
MARINHA RAUPP RO PMDB Não Não IGUAL
NILTON CAPIXABA RO PTB Sim Sim IGUAL
ABEL MESQUITA JR. RR PDT Não Sim DIFERENTE
CARLOS ANDRADE RR PHS Sim Sim IGUAL
EDIO LOPES RR PMDB Sim Sim IGUAL
HIRAN GONÇALVES RR PMN Sim Sim IGUAL
JHONATAN DE JESUS RR PRB Sim Sim IGUAL
MARIA HELENA RR PSB Não Não IGUAL
REMÍDIO MONAI RR PR Sim Sim IGUAL
SHÉRIDAN RR PSDB Sim Sim IGUAL
AFONSO HAMM RS PP Sim Sim IGUAL
AFONSO MOTTA RS PDT Não Não IGUAL
ALCEU MOREIRA RS PMDB Sim Sim IGUAL
BOHN GASS RS PT Não Não IGUAL
CARLOS GOMES RS PRB Sim Sim IGUAL
COVATTI FILHO RS PP Sim Sim IGUAL
DANRLEI DE DEUS HINTERHOLZ RS PSD Sim Sim IGUAL
DARCÍSIO PERONDI RS PMDB Não Não IGUAL
FERNANDO MARRONI RS PT Não Não IGUAL
GIOVANI CHERINI RS PDT Não Não IGUAL
HEITOR SCHUCH RS PSB Não Não IGUAL
HENRIQUE FONTANA RS PT Não Não IGUAL
JERÔNIMO GOERGEN RS PP Sim Sim IGUAL
JOÃO DERLY RS PCdoB Não Não IGUAL
JOSÉ FOGAÇA RS PMDB Não Não IGUAL
JOSÉ OTÁVIO GERMANO RS PP Sim Sim IGUAL
JOSE STÉDILE RS PSB Não Não IGUAL
LUIS CARLOS HEINZE RS PP Sim Sim IGUAL
LUIZ CARLOS BUSATO RS PTB Não Não IGUAL
MARCO MAIA RS PT Não Não IGUAL
MARCON RS PT Não Não IGUAL
MARIA DO ROSÁRIO RS PT Não Não IGUAL
MAURO PEREIRA RS PMDB Sim Sim IGUAL
NELSON MARCHEZAN JUNIOR RS PSDB Sim Sim IGUAL
ONYX LORENZONI RS DEM Sim Sim IGUAL
OSMAR TERRA RS PMDB Não Não IGUAL
PAULO PIMENTA RS PT Não Não IGUAL
POMPEO DE MATTOS RS PDT Não Não IGUAL
RENATO MOLLING RS PP Sim Sim IGUAL
RONALDO NOGUEIRA RS PTB Sim Sim IGUAL
SÉRGIO MORAES RS PTB Sim Sim IGUAL
CARMEN ZANOTTO SC PPS Não Não IGUAL
CELSO MALDANER SC PMDB Não Sim DIFERENTE
CESAR SOUZA SC PSD Sim Sim IGUAL
DÉCIO LIMA SC PT Não Não IGUAL
EDINHO BEZ SC PMDB Sim Sim IGUAL
ESPERIDIÃO AMIN SC PP Sim Sim IGUAL
GEOVANIA DE SÁ SC PSDB Sim Sim IGUAL
JOÃO RODRIGUES SC PSD Sim Sim IGUAL
JORGE BOEIRA SC PP Sim Sim IGUAL
JORGINHO MELLO SC PR Sim Sim IGUAL
MARCO TEBALDI SC PSDB Sim Sim IGUAL
MAURO MARIANI SC PMDB Sim Sim IGUAL
PEDRO UCZAI SC PT Não Não IGUAL
ROGÉRIO PENINHA MENDONÇA SC PMDB Sim Sim IGUAL
RONALDO BENEDET SC PMDB Sim Sim IGUAL
VALDIR COLATTO SC PMDB Sim Sim IGUAL
ADELSON BARRETO SE PTB Sim Sim IGUAL
ANDRE MOURA SE PSC Sim Sim IGUAL
FÁBIO MITIDIERI SE PSD Sim Sim IGUAL
FABIO REIS SE PMDB Sim Sim IGUAL
JOÃO DANIEL SE PT Não Não IGUAL
JONY MARCOS SE PRB Sim Sim IGUAL
LAERCIO OLIVEIRA SE Solidariedade Sim Ausente DIFERENTE
VALADARES FILHO SE PSB Não Sim DIFERENTE
ALEX MANENTE SP PPS Sim Sim IGUAL
ALEXANDRE LEITE SP DEM Sim Sim IGUAL
ANA PERUGINI SP PT Não Não IGUAL
ANDRES SANCHEZ SP PT Não Não IGUAL
ANTONIO BULHÕES SP PRB Sim Sim IGUAL
ANTONIO CARLOS MENDES THAME SP PSDB Ausente Ausente IGUAL
ARLINDO CHINAGLIA SP PT Não Não IGUAL
ARNALDO FARIA DE SÁ SP PTB Sim Sim IGUAL
BALEIA ROSSI SP PMDB Sim Sim IGUAL
BETO MANSUR SP PRB Sim Sim IGUAL
BRUNA FURLAN SP PSDB Sim Sim IGUAL
BRUNO COVAS SP PSDB Sim Sim IGUAL
CAPITÃO AUGUSTO SP PR Sim Sim IGUAL
CARLOS SAMPAIO SP PSDB Sim Sim IGUAL
CARLOS ZARATTINI SP PT Não Não IGUAL
CELSO RUSSOMANNO SP PRB Sim Sim IGUAL
DR. SINVAL MALHEIROS SP PV Não Sim DIFERENTE
EDUARDO BOLSONARO SP PSC Sim Sim IGUAL
EDUARDO CURY SP PSDB Sim Sim IGUAL
ELI CORRÊA FILHO SP DEM Sim Sim IGUAL
EVANDRO GUSSI SP PV Não Não IGUAL
FAUSTO PINATO SP PRB Sim Sim IGUAL
FLAVINHO SP PSB Não Não IGUAL
GILBERTO NASCIMENTO SP PSC Sim Sim IGUAL
GOULART SP PSD Sim Sim IGUAL
GUILHERME MUSSI SP PP Sim Sim IGUAL
HERCULANO PASSOS SP PSD Sim Sim IGUAL
IVAN VALENTE SP PSOL Não Obstrução DIFERENTE
JEFFERSON CAMPOS SP PSD Sim Sim IGUAL
JOÃO PAULO PAPA SP PSDB Não Sim DIFERENTE
JORGE TADEU MUDALEN SP DEM Sim Sim IGUAL
JOSÉ MENTOR SP PT Não Não IGUAL
KEIKO OTA SP PSB Sim Sim IGUAL
LOBBE NETO SP PSDB Sim Sim IGUAL
LUIZ LAURO FILHO SP PSB Sim Sim IGUAL
LUIZA ERUNDINA SP PSB Não Não IGUAL
MAJOR OLIMPIO SP PDT Sim Sim IGUAL
MARA GABRILLI SP PSDB Não Sim DIFERENTE
MARCELO AGUIAR SP DEM Sim Sim IGUAL
MARCELO SQUASSONI SP PRB Sim Sim IGUAL
MARCIO ALVINO SP PR Sim Sim IGUAL
MIGUEL HADDAD SP PSDB Sim Sim IGUAL
MIGUEL LOMBARDI SP PR Sim Sim IGUAL
MILTON MONTI SP PR Sim Sim IGUAL
MISSIONÁRIO JOSÉ OLIMPIO SP PP Sim Sim IGUAL
NELSON MARQUEZELLI SP PTB Sim Sim IGUAL
NILTO TATTO SP PT Não Não IGUAL
ORLANDO SILVA SP PCdoB Não Não IGUAL
PAULO FREIRE SP PR Sim Sim IGUAL
PAULO MALUF SP PP Sim Sim IGUAL
PAULO PEREIRA DA SILVA SP Solidariedade Sim Sim IGUAL
PAULO TEIXEIRA SP PT Não Não IGUAL
PENNA SP PV Sim Não DIFERENTE
PR. MARCO FELICIANO SP PSC Sim Sim IGUAL
RENATA ABREU SP PTN Sim Sim IGUAL
RICARDO IZAR SP PSD Sim Sim IGUAL
RICARDO TRIPOLI SP PSDB Sim Sim IGUAL
ROBERTO ALVES SP PRB Sim Sim IGUAL
ROBERTO FREIRE SP PPS Não Não IGUAL
SAMUEL MOREIRA SP PSDB Sim Sim IGUAL
SÉRGIO REIS SP PRB Ausente Ausente IGUAL
SILVIO TORRES SP PSDB Sim Sim IGUAL
TIRIRICA SP PR Sim Sim IGUAL
VALMIR PRASCIDELLI SP PT Não Não IGUAL
VANDERLEI MACRIS SP PSDB Sim Sim IGUAL
VICENTE CANDIDO SP PT Não Não IGUAL
VICENTINHO SP PT Não Não IGUAL
VINICIUS CARVALHO SP PRB Sim Sim IGUAL
VITOR LIPPI SP PSDB Sim Sim IGUAL
WALTER IHOSHI SP PSD Sim Sim IGUAL
CARLOS HENRIQUE GAGUIM TO PMDB Sim Sim IGUAL
CÉSAR HALUM TO PRB Sim Sim IGUAL
DULCE MIRANDA TO PMDB Não Sim DIFERENTE
IRAJÁ ABREU TO PSD Sim Sim IGUAL
JOSI NUNES TO PMDB Não Não IGUAL
LÁZARO BOTELHO TO PP Sim Sim IGUAL
PROFESSORA DORINHA SEABRA REZENDE TO DEM Não Não IGUAL
VICENTINHO JÚNIOR TO PSB Sim Sim IGUAL

DEUS NOS LIVRE DE SERMOS COMO A SUÉCIA!

No último post deste blog, intitulado “Até onde chegará a barbárie?” comentei sobre a nefasta influência da “esquerda humanitária” e sua filosofia do “coitadismo”, que transforma o bandido em vítima e, implicitamente, a vítima em culpada pela violência que sofreu.

O grau de imbecilidade e cegueira ideológica de algumas pessoas é inacreditável!  Uma pessoa (?) que se diz chamar “Léa Imperiana” postou no fórum de uma revista que trazia a notícia do assassinato a facadas do médico ciclista no Rio de Janeiro:

“- Uai, quem me garante que estes jovens não roubaram esta bicicleta para trocar por alimentos? A elite carioca adora exibir seus bens materiais caros na lagoa, esfregar na cara dos mais pobres a sua ótima condição financeira, e depois acham ruim que dois jovens, que na verdade são dois anjos sem asas, façam uma justiça social forçada. Graças a Deus temos um governo de esquerda que tá acabando com as desigualdades no Brasil. Pq se fosse na época do FHC teria mortes todos os dias. Hoje no governo do PT vc vê apenas poucos e isolados casos de violência. Com o PT o Brasil mudou para melhor…”

É mais provável que se trate de uma piada de péssimo gosto, mas quem pode afirmar? Albert Einstein disse certa vez: “Somente duas coisas são infinitas, o universo e a estupidez humana, e não tenho certeza quanto a primeira.”

Há alguns meses me parecia estranho como um “esquerdista humanitário” pode conciliar a ideia de que a violência no Brasil de hoje tem como causa principal a “exclusão social” e ao mesmo tempo dizer que  Brasil mudou para melhor.

É inegável que nos últimos anos o Brasil cresceu muito, e houve uma enorme redistribuição de renda, reduzindo a desigualdade e tirando dezenas de milhões de brasileiros da miséria. Ninguém pode contestar que o governo do PT resultou em muitas melhorias nas condições de vida para as pessoas mais humildes.

O que é questionável é o projeto daquele partido para eternizar-se no poder a qualquer custo, transformando a corrupção em prática de governo, numa proporção nunca vista antes, e sua tendência congênita ao autoritarismo.

Mas voltando ao ponto central deste post, se a tese do “coitadismo” fosse verdadeira, a lógica e o bom senso indicam que se deveria encontrar uma correlação negativa entre  fatores “bons” (que apontam para a melhoria das condições de vida da população) e um resultado “ruim” (que reflete a violência da sociedade), a taxa de homicídios por 100.000 habitantes [TH]. Correlação negativa quer dizer que se o fator aumenta (diminui) o resultado diminui (aumenta).

Para testar esta hipótese, levantei uma série de dados econômicos e sociais [1], considerando o período de vinte anos entre 1993 e 2012, que compreende os dois mandatos de FHC, os dois de Lula e quase todo o primeiro mandato de Dilma.

De fato, houve nesses anos um tremendo crescimento da país, um enorme aumento na renda per capita e um crescimento do IDH que chegou a ser qualificado pela ONU como notável.

No entanto, verifica-se, por exemplo, que:
– o PIB (em R$ de 2014) aumentou de 2,84 para 5,37 trilhões; a correlação com a TH é +0.599
– o PIB per capita (em R$ de 2014) aumentou de 18,7 para 27,5 mil; a correlação com a TH é +0,549
– o IDH aumentou de 0,614 para 0,730; a correlação com a TH é +0,729!!!

Ou seja, quanto mais melhoram as condições de vida do povo brasileiro mais cresce a violência. Por isto, Deus nos livre de sermos como a Suécia!

Como conciliar isto com a alegação de que a criminalidade tem como causa principal a “exclusão social”?

Volto a afirmar, ainda com mais convicção: a causa principal da violência no Brasil de hoje é a IMPUNIDADE,  que torna atrativo o caminho do crime.

NOTA EXPLICATIVA:

[1]Foram usados dados  de fontes insuspeitas: (a)  o IBGE para dados sobre o produto interno bruto e a população; (b) Relatório do Desenvolvimento Humano 2013 para informações sobre o IDH; (c) Mapa da Violência 2014 para as TH (d) quando necessário utilizei interpolação linear para suprir dados faltantes; tabela final disponível sob demanda.