Feliz Ano Novo!

Nós brasileiros temos uma característica talvez única entre todos os demais povos do mundo: somos capazes de colocar como nossos representantes os piores canalhas entre nós e ao mesmo tempo conseguimos transformar o Brasil na sexta economia do planeta, apesar da corrupção endêmica que assola o Estado.

Vejam a situação de hoje: temos um presidente contra o qual há sérios indícios de envolvimento em grossas falcatruas, um  homem sem nenhuma liderança e com 6% de popularidade junto a seus governados.  Mesmo assim, a economia apresenta claros sinais de recuperação, a produção industrial aumenta, as vendas no comércio se aquecem, e a agricultura apresenta resultados excepcionais. Em 2017 houve algum crescimento do PIB e a recuperação econômica quase que certamente continuará em 2018.

E 2018 promete ser um ano decisivo para o futuro do Brasil. Temos vivido um processo que se poderia chamar de desconstrução do Estado brasileiro. De forma talvez inédita no mundo, assistimos a exposição das entranhas do poder no Brasil, mostrando claramente o grau de apodrecimento dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e o total descaso dos poderosos para com o povo brasileiro que, em última análise, sustenta os malfeitores.

Apesar das evidências incontestáveis de que o primeiro escalão dos três poderes da República, nos três níveis em que são exercidos, inclui um número desproporcional de ladrões quando comparado com a população em geral, a povo brasileiro manteve-se bovinamente indiferente ao assunto.

Paradoxalmente, somos um país onde dois milhões de pessoas se reúnem numa parada gay em São Paulo, ou três milhões de pessoas no Carnaval de Salvador, mas  nenhuma organização consegue reunir meia dúzia de gatos pingados para realizar uma marcha sobre o Congresso Nacional para exigir mudanças.

Simplesmente não nos importamos com o nosso próprio país, nem com nosso futuro, nem com o futuro de nossos filhos. Vivemos como se não existisse o amanhã e aceitamos mansamente toda sorte de abusos e descalabros que nos infligem os poderosos.

Não sei se isto é uma questão de ignorância, covardia, falta de brio, ou o que seja, mas o fato é que chegamos a um ponto onde a melhor definição para o Brasil é: “uma multidão de imbecis dirigidos por um punhado de canalhas”.

Em 2018 teremos uma oportunidade única de demonstrar que não somos imbecis. Todo  brasileiro deveria comprometer-se consigo mesmo a deixar claro para nossos representantes que não aceitamos mais sermos governados por larápios.

Para isto é importante que não reelejamos um único parlamentar. Vamos nos esforçar para renovar 100% do Congresso, 100% das Assembleias Legislativas e 100% dos governadores. Precisamos disto para colocar sangue novo no Estado, com pessoas que não façam parte dos esquemas de corrupção existentes, e que sejam capazes de trazer um pouco de dignidade ao exercício da política.

Não eleja também nenhum filho ou outro parente de políticos. É importante que se quebre o domínio quase feudal das dinastias malditas que dominam alguns estados, tais como os Sarney no Maranhão, os Collor e os Calheiros em Alagoas, os Bonifácio de Andrada em Minas Gerais, e  por aí a fora.

E, finalmente, escolha com muito cuidado o próximo presidente. Desta decisão depende de forma absolutamente concreta o que será do Brasil nas próximas décadas:

  1. uma nação democrática, com uma economia forte e desenvolvida, mais justiça social e mais oportunidades para que todos possam buscar a felicidade;
  2. uma ditadura comunista, inexpressiva em termos econômicos, onde todos se igualam na miséria e o Estado domina tudo e controla a vida de todos os cidadãos.

E que venha  2018!

Feliz Ano Novo para todos nós e que Deus nos  abençoe e proteja durante todos os dias deste ano.

 

 

 

 

Publicado por

joaoazevedojunior

I am a retired electronic engineer. who likes to write about issues that I consider interesting. I welcome your comments and constructive criticism.

2 comentários em “Feliz Ano Novo!”

  1. Falou João!!! Síntese do que estamos apregoando nas redes sociais!!! A sua, a minha, a nossa palavra tem que ser reproduzida, compartilhada para atingir o máximo de internautas possíveis!! O voto faxina é importante, mas temos uma barreira no Gilmar Mendes que se recusa a cumprir a Lei e incluir o voto impresso nas urnas eletrônicas, o que definitivamente pode prejudicar o VOTO FAXINA! Mesmo assim continuemos na luta!! Abraços

    1. Newton, obrigado por seu comentário. É provavelmente a única maneira de tentar mudar alguma coisa. Despedir toda esta turma de criminosos que “contratamos” para nos representar.

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