REVELAÇÃO DE MOISÉS (séc. I) – INFORMAÇÕES ESPECÍFICAS

Trata-se originalmente de um texto judaico cuja autoria é falsamente atribuída a Moisés (pseudoepígrafo). Na realidade, Moisés é citado uma única vez, no primeiro parágrafo, como tendo recebido esta revelação de Deus, através do arcanjo Miguel, no Monte Sinai, juntamente com as Tábuas da Lei.

O texto aqui apresentado na realidade conta a vida de Adão e Eva, desde a expulsão do Jardim do Éden até a morte de ambos. Há diversas versões desta narrativa; manuscritos em grego latim, eslavo, armênio e copta são conhecidos. As versões diferem bastante no comprimento e no palavreado, mas parecem ter sido todas derivadas de um mesmo original, ainda desconhecido.

Aqui apresentamos a versão conhecida como o Apocalipse Grego de Moisés, traduzido do idioma original por Tischendorff (já mencionado anteriormente), que baseou sua tradução em quatro manuscritos denominados A, B (com muitas interpolações feitas por copistas cristãos), C e D (provavelmente o mas próximo do orginal). Isto explica as menções encontradas nas notas explicativas.

As cópias existentes datam dos séculos III a V, mas existe consenso entre os estudiosos de que o original foi escrito em uma lingua semítica no século I da Era Cristã.

 

Os principais pontos teológicos deste texto são as  consequências da desobediência do homem aos preceitos divinos. Tais consequências incluem a doença e a morte. Outros temas incluem o estado de graça original do homem no Jardim do Éden, antes da Queda, a tentação da mulher por Satanás, que trouxe à raça humana o pecado da luxúria e a promessa da ressurreição dos mortos.

Algumas ideias expressas neste texto podem ser também encontradas em 2 Coríntios:

  1. Eva como a fonte do pecado. Em 2Co 11:3 lê-se 3Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos e se apartem da simplicidade e da pureza que há em Cristo.
  2. Satanás assumindo a forma de um anjo de luz para iludir Eva. Em 2Co 11:14 lê-se: 14E não é de admirar, porquanto o próprio Satanás se disfarça em anjo de luz.
  3. a localização do paraíso no terceiro céu. Em 2Co 12:2 lê-se: 2Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo não sei, se fora do corpo não sei; Deus o sabe) foi arrebatado até o terceiro céu.

Isto sugere que o autor original pode ter sido contemporâneo do apóstolo Paulo, reforçando a idéia da antiguidade do texto.

Publicado por

joaoazevedojunior

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