GOLPE?

Os defensores da presidente Dilma Rousseff dizem que o impedimento (uma palavra que a mim soa melhor que o anglicismo “impiximente”) é um golpe e apontam toda sorte de falhas no processo contra a presidente. Como é a tradição do PT, acusam os “golpistas” de odiarem o povo brasileiro e se ressentirem com a inegável melhoria das condições de vida de parcela considerável da população ocorrida desde 2001. Infelizmente, percebem todos os que não estão cegos pela ideologia lulo-petista, esta melhoria foi temporária e está sendo destruída pela brutal recessão em que o país foi mergulhado pelo (des)governo da atual presidente.

Ouvimos novamente o que discuti no texto “O discurso de Lula”. São sempre os mesmos argumentos primários e desprovidos de lógica, embora muito perigosos: a divisão do país em bons (os petistas e simpatizantes) e maus (todos os demais brasileiros) , a falsa idéia de que o governo petista foi o melhor que o Brasil já teve, a negação dos crimes cometidos com o pretexto de que ninguém presta, portanto apontar a roubalheira do PT é apenas um sinal do ódio da elites.

Como pode o impedimento ser golpe se se trata de um mecanismo previsto na Constituição Federal e que requer a aprovação de 2/3 dos deputados federais para que o processo seja enviado ao Senado? Ao acusar de ilegítima e golpista uma eventual decisão de 2/3 da Câmara, aí sim, o PT deixa claro sua natureza totalitária e seu ódio à democracia. O sonho dos petistas, já declarado abertamente diversas vezes, é retirar a legitimidade do Congresso Nacional, criando um mecanismo através do qual os “movimentos sociais” (naturalmente só aqueles aprovados e custeados pelo PT) aprovem as medidas do governo.

É o primeiro passo para a implantação de um regime totalitário no Brasil, que Lula e seus cúmplices sonham em ver transformado em uma grande Cuba ou Venezuela; foi o primeiro passo para que os bolchevistas tomassem o poder na Rússia após a revolução de 1917.

Ignorando as questões substantivas, os defensores de Dilma procuram apegar-se a tecnicalidades legais, como se o impedimento de um presidente fosse um processo de primeira instância envolvendo uma briga de botequim. Não é! Trata-se de um processo de carater político, no qual os representantes eleitos pelo povo vão, por maioria absoluta na Câmara e maioria simples no Senado, interromper o mandato de uma presidente que se revelou absolutamente incapaz de governar o país.

Incompetente como administradora e sem qualquer atributo de liderança, Dilma é apenas uma burocrata sem maior expressão que, por força das circunstâncias – principalmente o desejo de Lula de ter como sucessor alguém que ele pudesse controlar – foi alçada a um cargo para o qual nunca esteve preparada.

Seu impedimento é análogo à dispensa por justa causa de um empregado incompetente. Nós, o povo brasileiro, que a contratamos e pagamos seu salário, estamos cansados de tanta incompetência e vamos, espero, tomar as medidas necessárias para dispensá-la.  Só assim o Brasil terá uma pequena chance de se tornar um país decente.

Publicado por

joaoazevedojunior

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