OS EXTREMOS SE ENCONTRAM

Faz tempo que vi na internet este vídeo, no qual uma “filósofa” da USP  despeja um amontoado de besteiras sobre a plateia (clique aqui para ver o espetáculo deprimente).
Esta é a prova cabal e definitiva de que o sectarismo político emburrece até mesmo o que se supõe seja a elite intelectual do país.

Esta senhora pode entender tudo sobre Espinoza, mas este discurso é de uma imbecilidade extraordinária. É matematicamente impossível melhorar a distribuição de renda e, por consequência caminhar na direção de uma sociedade mais justa e igualitária, sem que a maioria das pessoas tenha rendimentos com menores desvios em relação à média, ou seja,criando uma classe média que concentre uma parcela mais significativa da renda.

Em sua estúpida demonstração de irracionalidade e ignorãncia, só faltou à odienta professora da USP (classe média alta) parafrasear uma conhecida frase atribuída a Goebbels, ministro da propaganda do governo nazista, dizendo: “Quando ouço falar em classe média engatilho logo o meu revólver!”.

O auditório, igualmente imbecilizado pela confusa ideologia do PT, aplaude os disparates da oradora. Em vista do que se sabe hoje, é bastante provável que muitos dos presentes tenham demonstrado na prática seu ódio à classe média assaltando escandalosamente os cofres públicos, cujos recursos provem em grande parte dos impostos escorchantes pagos por esta classe.

NEW YORK: ZERO HOMICÍDIOS EM DEZ DIAS

Na última quinta-feira (12/02/2015) New York, a cidade mais populosa dos Estados Unidos, com cerca de 10 milhões de habitantes, fechou o décimo dia consecutivo sem nenhum homicídio. Trata-se de um recorde histórico desde 1963, quando se iniciou a coleta sistemática dos dados.

Os estudiosos das universidades americanas parecem não ter uma explicação definitiva para a continuada redução dos índices de criminalidade que vem ocorrendo nos Estados Unidos desde meados da década de 90. Mas alguns fatores certamente contribuíram para isto:
a) aumento do número de policiais e novas táticas de policiamento: Observe-se que de modo geral a polícia americana é muito mais bem treinada, mais bem equipada e muito menos contaminada pela corrupção do que a polícia brasileira. Não há esta divisão entre polícia civil e polícia militar; o policial inicia sua carreira patrulhando as ruas e progride para detetive através de concursos internos.
b) leis severas e aplicadas com rigor: diversos estados aplicam a pena de morte; a prisão perpétua sem possibilidade de condicional é também possível; a sociedade tem baixa tolerância com o crime (em 24 dos 50 estados vigoram leis do tipo “Three Strikes”, segundo as quais a terceira condenação implica em longos anos de prisão). Mas leis rigorosas de nada adiantam se não forem aplicadas; o artigo menciona que 70% dos homicídios são apurados e punidos; no Brasil a porcentagem é de cerca de 10%. Não existe nos Estados Unidos a ridícula noção de que jovens são cretinos que não conseguem distinguir o certo do errado; a idade de responsabilidade penal varia de estado para estado, mas aos 15 anos um jovem que mata alguém é considerado uma assassino e não “uma vítima de um sistema capitalista injusto e cruel”
c) sistema prisional seguro: as prisões para onde são enviados os criminosos mais perigosos são muito seguras; fugas e rebeliões são raras; e a população carcerária é a maior do mundo (2,2 milhões; ~0,73% da população)
d) fatores culturais: os americanos são muito individualistas e acreditam que cada pessoa constrói a sua história, é responsável por seus atos e deve responder por eles. Os brasileiros tendem a ver o ser humano como uma vítima do destino, o que permite retirar do agente a responsabilidade por seus atos. Por aqui, negligência criminosa é justificada como “fatalidade”; crimes bárbaros cometidos por jovens são justificados porque o agente era “menor de idade”; crimes bárbaros cometidos por adultos são justificados porque o agente era “socialmente excluído” ou “vítima de uma sociedade excludente”; a corrupção desenfreada se justifica porque “todos são corruptos” e “não se assenta um paralelepípedo sem dar propina”.

Nas décadas de 70 e 80 o sistema de justiça criminal americano foi contaminado pela ideia de vitimização dos criminosos, que é o mal congênito de nosso sistema; não por coincidência, a criminalidade cresceu muito nesse período. Porém a infecção foi prontamente (em termos históricos) debelada pela sociedade americana.

Na última década mais de 50000 brasileiros foram assassinados a cada ano. Em comentários anteriores já fiz uma comparação espantosa e terrível: isto equivale a um atentado similar ao do World Trade Center POR MÊS, ou a uma bomba atômica como a de Hiroshima A CADA DOIS ANOS.

Enquanto isso, considerando o país como um todo, e quase todos os estados da União, os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário permanecem inertes, sem capacidade ou vontade política de exercer decentemente a função básica e razão de ser do próprio estado: garantir que não prevaleça a barbárie.