Aprendendo Espanhol

Esta é uma descrição de meu primeiro contato efetivo com o idioma espanhol; originalmente escrevi a narrativa em português e depois tentei uma tradução para o espanhol.  Os dois textos estão abaixo.

APRENDENDO ESPANHOL

Há muitos anos, desejo aprender este idioma, tornando-me capaz de ler, escrever e falar em espanhol – sem usar palavras em português.

Já visitei alguns países da América Central e da América do Sul, e quero visitar outros ou mesmo voltar a alguns lugares onde já estive. Falar espanhol muito bem seria de grande utilidade para mim, pois isto permite conhecer e apreciar melhor os costumes e a cultura dos países visitados.

Tenho grande admiração por diversos escritores hispano-americanos, como o peruano Mario Vargas LLosa, o colombiano Gabriel Garcia Marquez e o argentino Jorge Luiz Borges. Lí obras destes escritores em traduções para o português. Gostaria de lê-los no original, pois sempre se perde algo da beleza e da profundidade de um texto quando o mesmo é traduzido.

Meu primeiro contato com o idioma español ocorreu quase por acaso. No já distante ano de 1981, eu trabalhava para uma empresa de informática chamada Burroughs. Originária dos Estados Unidos, a Burroughs tinha duas fábricas no Brasil e estava construindo uma terceira, destinada à produção de computadores de grande capacidade – a família de máquinas B6900.

Eu e outros funcionários da Burroughs havíamos passado o ano de 1980 nos Estados Unidos, onde fomos treinados para implantar a nova unidade de manufatura.

Porém, quando voltamos ao Brasil, a nova fábrica ainda não estava pronta. Assim, não tínhamos muito o que fazer, exceto esperar que a construção terminasse.

Chegou então a informação de que o primeiro computador B6900 da América Latina seria instalado em Montevidéu, na Faculdade de Engenharia da Universidade da República. Eu e um outro engenheiro fomos encarregados de acompanhar a instalação da máquina e a seguir dar cursos para técnicos de manutenção que viriam de vários países latino-americanos: Argentina, Chile, Costa Rica, Equador, Venezuela, etc.

Eu não falava uma palavra de espanhol, e quando fui avisado da viagem comprei dois livros de ensino deste idioma e os lí, tentando aprender pelo menos algumas frases básicas.

Fiquei no Uruguai cerca de 5 meses e tenho boas lembranças deste período; todos com quem tive contato foram amáveis e hospitaleiros; estavam sempre dispostos a ajudar e procurar entender o que eu dizia.

E tive contato com muita gente. No primeiro mês fiquei hospedado em um hotel, no bairro de Pocitos; nos outros meses vivi em um apartamento alugado pela Burroughs. O edifício no qual vivi se situava próximo da esquina das ruas Jorge Ellauri e 28 de Setiembre.

Nestes meses vivi como um cidadão uruguaio: eu mesmo tinha que fazer as compras, utilizar o transporte público, etc.

Sempre com o objetivo de melhorar meus conhecimentos do espanhol, comprei dezenas de livros e ouvi centenas de horas de televisão.

Foi assim que aprendi o básico do idioma espanhol: de maneira informal e por força da necessidade.

APRENDIENDO ESPAÑOL

Hay muchos años, deseo aprender este idioma, tornandome capaz de leer, escribir y hablar en español – sin emplear palabras en portugués.

Ya he visitado algunos países de Centroamérica y de Suramérica, y quiero visitar otros o mismo volver a lugares donde ya estuve. Hablar español muy bien sería de gran utilidad para mí, pués esto permite conocer y apreciar mejor las costumbres y la cultura de los países visitados.

Tengo gran admiración por diversos escritores hispano-americanos, como el  peruano Mario Vargas LLosa, el colombiano Gabriel Garcia Marquez y el argentino Jorge Luiz Borges. Leí obras de estos escritores en traducciones para el portugués. Me encantaria leerlos en el original, pués siempre se pierde algo de la belleza y de la profundidad de un texto cuando se lo traduce.

Mi primer contacto con el idioma español ocurrió casi por casualidad. En el ya distante año de 1981, yo trabajava para una empresa de informática llamada Burroughs. Originaria de los Estados Unidos, Burroughs tenía dos plantas en Brasil y estaba construyendo una tercera, destinada a la producción de computadoras de gran capacidad – la familia de máquinas B6900.

Yo y otros empleados de Burroughs habíamos pasado el año de 1980 en los Estados Unidos, donde fuimos entrenados para implantar la nueva unidad de manufactura.

Pero, cuando volvimos a Brasil, la nueva fábrica no estaba todavía lista. Así, no teníamos mucho que hacer, excepto esperar que la construcción terminara.

Llegó entonces la información de que la primera computadora B6900 de Latinoamérica sería instalada en Montevideo, en la Facultad de Ingenieria de la Universidad de la República. Yo y un otro ingeniero fuimos encargados de acompañar la instalación de la máquina y luego dar cursos para técnicos de mantenimiento que vendrían de varios países latinoamericanos: Argentina, Chile, Costa Rica, Ecuador, Venezuela, etc.

Yo no hablaba una palabra de español, y cuando fui avisado del viaje compré dos libros de enseñanza del idioma e os leí, tentando aprender por lo menos algunas frases básicas.

Me quedé en Uruguay por cerca de 5 meses y tengo buenos recuerdos de este período; todos con quienes tuve contacto fueron amables y hospitaleros; estaban siempre dispuestos a ayudar y buscaban entender lo que yo decía.

Y tuve contacto con mucha gente. En el primer mes me quedé en un hotel, en el barrio de Pocitos; en los otros meses vivi en un piso alquilado por Burroughs. El edificio en lo cual vivi se situaba próximo de la esquina de las calles Jorge Ellauri y 28 de Setiembre.

En estos meses vivi como un ciudadano uruguayo: yo mismo tenía que hacer las compras, utilizar el transporte público, etc.

Siempre con el objetivo de mejorar mis conocimientos del español, compré decenas de libros y asistí centenas de horas de televisión.

Fue así que aprendi lo básico del idioma español: de manera informal y por fuerza de la necesidad.