PROMOCÃO: E-BOOK GRATUITO

E-BOOK GRATUITO!!!
GRÁTIS!!! PREÇO = R$0,00

Entre os dias 15 e 19 de fevereiro, o e-book “Coxinhas, Mortadelas e Outros Petiscos” poderá ser baixado gratuitamente. Para obter o e-book sem nenhum custo, faça o seguinte:
(a) clique no link abaixo;
(b) na página de amostra do livro, clique em COMPRAR, no canto superior direito;
(c) na página do livro no site Amazon.com.br clique em COMPRAR AGORA;
(d) faça login no site Amazon.com.br; se ainda não tiver usuário, crie um (é gratuito e basta informar o e-mail e criar uma senha); (e) confirme a compra por R$0,00; esta confirmação inicia o download

Link para iniciar o download GRATUITO.

 

 

COXINHAS, MORTADELAS E OUTROS PETISCOS

Acabei de publicar pelo KDP da Amazon o livro “Coxinhas, Mortadelas e Outros Petiscos” com 50 artigos sobre política, corrupção, criminalidade e impunidade.  O e-book pode ser adquirido e baixado da Amazon por este link.

Veja a seguir alguns trechos selecionados.

Trechos selecionados do livro “Coxinhas, Mortadelas e Outros Petiscos”

“O crime organizado possui armamento pesado e numa guerrilha urbana está preparado para enfrentar e provavelmente derrotar o Exército.” em “E agora, Brasil?”

“Alguns poucos homens recebem do Destino a oportunidade de se tornarem lembrados pelas gerações futuras. Alguns, como o juiz Sergio Moro, serão lembrados pela honra; outros, como Lula, pela infâmia.” em “O julgamento de Lula”

“Mas se a criação de factoides é suficiente para manter o deputado [Jair Bolsonaro] na mídia, ela não vai ajudar em nada a solução dos imensos problemas que o Brasil enfrenta.” em “Entre o medo e o ódio (III) – o medo”

“Este perigoso discurso populista [de Lula], raso e desprovido de sentido é extremamente danoso para a sociedade e inadmissível para quem busca tornar-se o presidente de todos os brasileiros.” em “Entre o medo e o ódio (II) – o ódio”

“Assim somos forçados a ter nossa inteligência agredida sem descanso, ouvindo idiotices como “… foi a D. Marisa” ou “… era um empréstimo para pagar os advogados.” em “Entre o medo e o ódio (I)”

“O verbo “transformar” é relativo. Acredito que “A ocasião faz o roubo; o ladrão já nasce feito.” Se alguém rouba quando tem a oportunidade, é porque já era uma pessoa sem caráter desde o início.” em “Adeus às ilusões – o fim da Lava Jato”

“Mas corruptos ocupando cargos importantes, e até mesmo a Presidência da República, já houve antes, e nem por isto a Globo demonstrou contra eles este fervor missionário com que se dedica a destroçar o governo Temer.” em “Delendus est Temer”

“Qualquer pessoa que acompanha os textos sobre política percebe isso. O ódio escorre pelas telas do Facebook; não há mais adversários políticos, apenas inimigos em um confronto cósmico entre o Bem e o Mal. Cada um dos lados se considera a encarnação de tudo o que é bom, limpo, decente, democrático, enquanto o outro lado é demonizado.” em “Todos contra todos”

“A mórbida fascinação da esquerda brasileira com o camarada Maduro e a sinistra ditadura que ele tenta implantar na Venezuela mostram claramente quem deseja ‘o Brasil como latrina e os brasileiros como limpadores de privada’ ” em “O IDH e a ideologia”

“Em qualquer caso, “nós” representa tudo que há de elevado, altruísta e virtuoso no país; em contraste, “eles” é um símbolo do que é sórdido, egoísta e pecaminoso.” em “O pensamento da esquerda”

“A mais comum é o “latro vulgaris”, abundante no Planalto Central. Após séculos de sobrevivência na mata atlântica, a espécie foi introduzida e adaptou-se ao clima do cerrado. Vive em simbiose com o poder.” em “O Brasil e a crise 2017 (II) – o domínio do imponderável”

“Em primeiro de janeiro de 2019 o novo presidente [Lula] anuncia publicamente os títulos aos quais se julga merecedor, declarando-se Grande Companheiro, Herói do Proletariado, Pai dos Pobres, Defensor dos Oprimidos e Salvador da Pátria.” em “Transpondo o regime cubano para o Brasil”

“O segundo argumento é que clamar por uma intervenção militar ou, pior ainda, uma ditadura militar é uma imbecilidade, uma afronta ao povo brasileiro e um crime.” em “Sinal de alerta”

No Brasil temos a falsa ideia de que liberdade consiste em fazer o que se quer. Na verdade, um estado democrático se caracteriza pela observância estrita e incondicional de dois princípios: (1) todos são iguais perante a lei, e; (b) ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer algo a não ser em virtude da lei.” em “Sinal de Alerta”

“Então, onde está o verdadeiro problema? Por que a igualdade de oportunidades para todos os cidadãos parece um objetivo inalcançável para o Brasil? A resposta que me parece mais verdadeira é que no Brasil o Estado nunca representou de fato os interesses do povo brasileiro.” em “As vítimas da sociedade”

“Quanto mais o crime compensa, mais jovens passam a ver a ilegalidade como o melhor caminho para sair da miséria, mais aumenta o controle dos criminosos sobre as comunidades carentes, e mais se reduzem as oportunidades de escolha daqueles que optariam pelo caminho da honestidade se lhes fosse possível.” em “As vítimas da sociedade”

“A Constituição Federal transborda de boas intenções, semelhantes às que calçam o Inferno. Mas boas intenções não resolvem problemas; o que resolve são recursos aplicados com eficiência e honestidade pelo Poder Público.” em “Sobre a culpa social”

“Em primeiro lugar, nos consideramos uma nação fracassada, incapaz de criar um Estado decente, cuja atuação seja norteada pela governança, pela competência e pela honradez.” em “A Síndrome do fracasso”

Azevedo, João. COXINHAS, MORTADELAS E OUTROS PETISCOS: O Brasil na segunda década do Século XXI. Edição do Kindle.

 

 

 

DONA ZÉLIA

Se ainda estivesse viva, minha mãe, Otávia Zélia Vieira de Azevedo, teria feito 100 anos em 12/09/2017. Mas há 11 anos ela faleceu, poucos dias antes de completar 89 anos. Sinto muita saudade de D. Zélia, mas tenho plena confiança de que a Fé que sempre orientou seu caminho neste mundo ilumina a jornada de seu espírito no outro.

Quando penso nos acontecimentos que cercam sua vida, tenho a nítida impressão de que entrevejo o que chamaria de “flashbacks” sobre a história do século XX. Percebo como o estar no mundo é uma aventura fugaz, mas ao mesmo tempo única em seu significado para nós e para aqueles que conosco se relacionam.

Se, em um sentido cósmico “life is but a tale told by an idiot, full of sound and fury, signifying nothing”, em um sentido humano e restrito  a vida é uma estória que contamos e à qual procuramos atribuir um significado da melhor maneira que nos é possível.

Mamãe nasceu em 12/09/1917, filha de Renê Vieira e Otília Lores Vieira. Renê era natural de Guaranésia, MG e advogado por profissão; Otília era natural de Jacutinga, MG . Era filha de Antonio Marcos, tabelião da pequena cidade, e Manoelita.

Renê e Otília tiveram muitos filhos. Alguns morreram ainda na infância, como era comum naquela época, na qual a mortalidade infantil era próxima de 50%. Valia a lei da sobrevivência dos mais fortes, e mamãe e mais quatro irmãos conseguiram a proeza de chegar à idade adulta.

Renê morreu muito jovem, deixando Otília com cinco filhos para criar, o que mesmo naquela época não era fácil. Uma das irmãs de Otília, de nome Maria Esméria, era casada com um abastado fazendeiro e comprador de café,  e o casal não tinha filhos. Assim, mamãe foi “adotada” informalmente por sua tia e passou a viver na casa dela, com o conforto e as benesses que a riqueza proporciona.

Naquela época Pereira (este era o nome de seu “pai adotivo”), que a considerava como filha, estava no auge de sua riqueza e a família viajava com frequência para São Paulo; quando em Jacutinga, desfilavam em um dos poucos automóveis da cidade, naturalmente um Ford-T. Como era costume para as moças de famílias endinheiradas, mamãe começou a aprender piano ainda criança. Não era uma virtuose, mas tocava razoavelmente. Até o fim da vida se distraía tocando músicas como La Cumparsita, Las Golondrinas, e outros tangos e boleros antigos

A vida confortável acabou em 1929, com a Grande Depressão. Como muitos outros homens cuja fortuna estava ligada ao café, Pereira perdeu absolutamente tudo o que possuía; foram-se as fazendas, a empresa comercial e, por fim, a própria casa. Terminou seus dias morando de favor na casa de sua sogra, Manoelita – a matriarca da família Lores, que todos que a conheceram diziam ter  sido uma mulher sábia e bondosa. Amargurado com o desastre financeiro, Pereira faleceu poucos meses depois, com uma infecção generalizada; provavelmente, a tristeza e a depressão minaram a resistência de seu organismo e um pequeno tumor lancetado pelo farmacêutico foi o suficiente para causar sua morte.

 

Mamãe era estudiosa e responsável e mesmo diante de todas as dificuldades manteve o foco nos estudos, preparando-se para exercer a única profissão aberta às mulheres naquele início do século XX: o magistério. Ela não se considerava inteligente (mas era) e para compensar a suposta limitação, dedicava-se ao estudo de forma quase  obsessiva. Em 1934 diplomou-se professora na Escola Normal de Santa Rita do Sapucaí; enquanto estudava em Santa Rita, morou na casa de sua tia Rita Lores Bruce (Tia Nini), casada com o professor Samuel Bruce, com quem gerações de santa-ritenses tiveram aulas de português, latim ou francês no Instituto Moderno de Educação e Ensino, localizado onde hoje se situa o INATEL. Entre 1935 e 1963 mamãe foi professora; lecionou em Santa Rita, em Pouso Alegre, em Jacutinga, em Campestre, e outras cidades. Depois de casada, sua renda era importante para a manutenção da família, até que papai se firmasse na carreira de gestor e executivo em seu trabalho.

Mamãe adorava ensinar e foi uma ótima professora. Nunca fui seu aluno em um curso regular, mas quando terminei o curso primário ela mesma preparou a mim e a um amigo para o exame de admissão, que era então requerido para ingressar no Ginásio. Tive a oportunidade de ver em primeira mão como ela sabia explicar bem as matérias, como sua didática era perfeita e como era bem preparada para o trabalho que exercera por quase três décadas.

Lecionava em Santa Rita do Sapucaí quando conheceu meu pai, durante uma visita a sua amiga Marisa, filha de Cincinato e Anália. Cincinato era tio materno de papai. Minha avó paterna, Josefa, faleceu em 1913 com apenas 33 anos. Incrivelmente, isto não constituía uma exceção; no início do século XX a expectativa de vida ao nascer era de 29 anos para os homens e 33 anos para as mulheres!

Depois de alguns anos de namoro, casou-se com João Batista de Azevedo em 15/07/1941. A primeira filha, Marilena,  veio em 42; dois anos depois, em 1944  chegou meu saudoso irmão Ubiratan. Eu fui a “rapa do tacho”, nascido em 1956.

Mamãe era uma pessoa sentimental, muito sensível, que se comovia até as lágrimas com livros, filmes e novelas; ela sonhava o casamento como um desdobrar de uma paixão infinita. Papai, ao contrário, era um homem extremamente racional, prático e lógico; para ele o casamento era um contrato com a finalidade de perpetuar a espécie e fornecer certa estabilidade na vida rotineira das partes.

Talvez por isto. o casamento de Zélia e João foi apenas relativamente feliz. Longe de um mar de rosas, mas também muito distante de um inferno. Ambos eram pessoas educadas e nunca presenciei entre os dois uma briga realmente séria , agressões verbais, gritos, palavrões e muitos menos uma agressão física. Isto seria inconcebível para qualquer um deles. Mamãe acreditava sinceramente que a mulher devia ser submissa ao marido; a ideia de uma separação era absoluta, total e completamente inadmissível. Assim, estiveram casados por 54 anos.

Mamãe tinha alguns problemas de saúde. Sofreu durante muitos anos com asma; cheguei a ver alguns ataques, mas depois de nossa mudança para Belo Horizonte as crises foram se tornando mais espaçadas e finalmente desapareceram. Nos últimos anos de sua vida, sofreu bastante com o reumatismo e se locomovia com grande dificuldade, amparada em um andador.

Extremamente religiosa, aceitava com plena convicção a doutrina do catolicismo romano. Foi durante muitos anos participante da Legião de Maria. Quando a idade não lhe permitiu mais sair de casa, costumava rezar durante horas todos os dias e suas leituras eram quase que totalmente circunscritas â literatura religiosa católica.

Permaneceu lúcida até as últimas semanas de sua vida. Com 88 anos já completos, gostava de ler, assistir televisão e conversar sobre os acontecimentos da atualidade. Em seus últimos anos recebeu o cuidado devotado de minha irmã, Marilena. Faleceu em 4/9/2006, após uma semana de hospitalização.

 

Mamãe era uma representante perfeita de uma época que, para o bem ou para o mal, passou. Naquela época havia poucas dúvidas e muitas certezas:

1         sobre o certo / errado e o bem / mal

a. o certo é o que está de acordo com o ensinamento da Igreja (quase sempre a católica); o errado é o que contraria este ensinamento;

b. a religião (quase sempre a católica) é essencial para o ser humano e deve ser ensinada aos filhos; ir a missa aos domingos, fazer a primeira comunhão, rezar antes de dormir e ao levantar-se; confessar e comungar com regularidade é uma obrigação, não uma opção;

c. o pecado conduz ao inferno.
2         sobre os comportamentos socialmente adequados

a. respeitar os mais velhos;

b. dizer “obrigado”, “por Favor”, “com licença”, “desculpe” quando a situação o exige;

c. o seu direito termina onde começa o do outro;

d. não faça ou diga gratuitamente coisas que ofendam, humilhem, entristeçam, aborreçam outras pessoas.

3         sobre a educação dos filhos

a. os filhos devem obedecer e respeitar os pais; desde pequenos deve ter horários, tarefas e responsabilidades;

b. umas palmadas (não espancamentos) quando necessário são um poderoso auxiliar na educação;

c.cada um é responsável por tornar-se “alguém” na vida; para isto você tem que estudar, esforçar-se e lutar para conseguir o que quer; os pais podem ajudar, mas você e responsável por sua vida;

d. se você não aprender o que os pais tentam ensinar-lhe com amor, a vida vai lhe ensinar da pior maneira possível.

4         sobre a família

a. o homem é o chefe da família e como tal deve ser respeitado e ter suas decisões acatadas;

b. o homem é essencialmente o provedor; a educação dos filhos está mais a cargo da mãe;

c. o casamento é indissolúvel.
5         sobre o sexo

a. a mulher deve se casar virgem;

b. ao homem permite-se o sexo casual;

c. o homossexualismo é um pecado; que o pecador ao menos seja discreto.

SOBRE O LIVRO “JESUS HISTÓRICO E OUTROS ENSAIOS”

Esta é uma apresentação sobre o livro “Jesus Histórico e Outros Ensaios”, na qual menciono as versões disponíveis e comento cada um dos cinco ensaios apresentados no livro.

https://1drv.ms/p/s!AkSwEbk18YAdgpIMFLGn_1V_Zpd50A

 

 

 

 


 

VISITA AO MASP

Este slideshow necessita de JavaScript.

Morei quase seis anos em São Paulo, mas nunca tive a oportunidade de conhecer este famoso museu, que é também um marco na arquitetura da cidade. E eu morava ali perto. No ano passado eu e Izabel fomos a São Paulo e nos hospedamos na casa de uma amiga, localizada também próximo da Paulista. E, finalmente, fui conhecer o MASP e vi toda esta beleza, e ainda por cima sem pagar nada, pois há um dia da semana no qual a entrada é franca!

Ao longo dos últimos meses fui coletando no próprio site do MASP as imagens das obras que eu tinha certeza de ter visto naquele dia e aí estão, para mostrar como é rico e variado o acervo deste museu, que deve ser motivo de justo orgulho para os paulistanos.

 

 

 

DONA HELENA: De congadas e tarantelas

Neste seu mais recente livro, a professora Maria Helena Brusamolin recorda, com sensibilidade e um estilo cativante,  acontecimentos da vida de sua mãe e de pessoas de sua família e, é claro, um pouco da história daquela Santa Rita que nossa geração conheceu.

Os tempos eram outros e Maria Helena, com saudade mas sem saudosismo, nos deixa entrever uma vida mais simples, com  mais amizade, mais valores e menos consumismo.  Naquela época não havia celular e muito menos internet, mas havia sim mais amor, mais respeito pelo próximo, menos ganância e muito, muito menos violência. Acreditar em Deus não era visto com suspeição e distinguir o certo do errado não passava por intolerância.

O amor profundo e devotado dos pais para com seus filhos não excluía a disciplina e, quando necessário, uma esquentada no traseiro. Esta é uma diferença muito interessante  entre  aqueles dias e os dias de hoje. Atualmente, o Estado brasileiro, cuja natureza tornou-se – pois não foi sempre assim – predatória e desavergonhadamente canalha, arroga-se o direito de determinar como educar nossos filhos!

Deixando de lado os momentos tristes, que todos e cada um de nós passam em nossa breve caminhada por estas paragens, a autora nos encanta com suas crônicas leves e divertidas sobre um passado não tão distante no tempo mas imensamente afastado no modo. Achei especialmente engraçadas as histórias envolvendo os mergulhos do Mário, seu irmão, na piscina do Country Club, o auxílio prestado pelo Daltinho à D. Helena, e  a descrição hilária  e absolutamente factual das romarias à Aparecida do Norte. Mas não ficam atrás a história do Rei Narão, o episódio da coruja “rasga mortalha” (credo!)  e a televisão colorida (em minha casa também tivemos uma….).

Maria Helena, você está de parabéns! Seu livro é daqueles que é impossível largar depois de iniciar a leitura. Com talento e emoção, você compartilha conosco a bela história de vida de D. Helena e, de certa forma, permite que nos tornemos partícipes desta mesma história.

Tenho certeza de que falo por todos os seus amigos e admiradores de suas qualidades como escritora e, por que não dizer, como pessoa, quando a agradeço por nos presentear com este excelente trabalho.

POETANDO….

Como diz o ditado, “de poeta, médico e louco todos nós  temos um pouco.” Então aí vai:

Engodo

João Azevedo Jr.

 

Se a barca desta vida o porto descortina,

dilui-se no horizonte o trecho percorrido.

Na vã memória, pó que ao nada se destina,

mui tristes sombras clamam: Ah, tivesse sido!

 

Dos jovens são os sonhos de ouro e até platina…

Mas surge logo um prêmio, falso e concorrido,

que seus anelos mata, pois se lhes ensina:

Vencer! Vencer! Combate bruto e aguerrido…

 

Se deste logro um dia se dá sentida conta,

reflete o homem sobre a trilha com saudade,

e assim esquece lidas de tão pouca monta.

 

Passado tanto tempo entende esta verdade:

vencer na vida é seguir o que a alma aponta,

chegando em paz ao sono pela eternidade!

 

Santa Rita do Sapucaí, 13 de novembro de 2016